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Interesse na troca por planos de saúde mais baratos aumenta 42% em 2021; veja como fazer

A portabilidade de carências tem aumentado. A ideia é trocar para benefício mais barato, levando consigo os períodos de carência e de cobertura parcial temporária para doenças, ou lesões preexistentes, já cumpridos
11:04 | Ago. 18, 2021
Autor Beatriz Cavalcante
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Beatriz Cavalcante Articulista quinzenal do O POVO
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Tipo Notícia

O interesse na portabilidade de carências, que é a possibilidade de trocar de planos de saúde, preservando os períodos de carência e de cobertura parcial temporária para doenças, ou lesões preexistentes, já cumpridos, aumentou 42% nos primeiros sete meses de 2021 ante igual período do ano passado.

De janeiro a julho de 2021, foram 206.302 protocolos de consultas sobre portabilidade de carências, 60.859 a mais que os gerados nestes sete meses em 2020 (145.443).

Segundo os dados do relatório de acompanhamento de protocolos de portabilidade emitidos pelo Guia ANS de Planos de Saúde, ferramenta de consulta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o principal motivo informado pelos usuários é a busca por planos de saúde mais baratos.

Se for levado em conta o período de março de 2020 a julho de 2021, as principais motivações informadas foram: a busca por um plano mais barato (44%), cancelamento de contrato (17%) e a procura por melhor qualidade da rede prestadora (16%), como pode ser visto no gráfico abaixo.

Já de março de 2020 a julho de 2021, 68% das pessoas que acessaram o Guia não tiveram dificuldades, enquanto 14% informaram dificuldade de encontrar planos disponíveis, o que pode estar relacionado ao fato de não existir opções de planos que atendam a região do usuário.

Segundo o levantamento, o número de protocolos emitidos representa o total de consultas finalizadas no Guia ANS e não o número de portabilidades efetivadas.

Como fazer a portabilidade de carências

A portabilidade de carências é um direito garantido a todos os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 01/01/1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 .

Essa opção está disponível aos beneficiários de qualquer modalidade de contratação (planos individuais, coletivos empresariais e coletivos por adesão), mediante o cumprimento dos seguintes requisitos gerais:

  1. O plano atual deve ter sido contratado após 1º de janeiro de 1999 ou ter sido adaptado à Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98).
  2. O plano de destino deve ter faixa de preço compatível com o plano atual.
  3. O contrato deve estar ativo, ou seja, o plano atual não pode estar cancelado.
  4. O beneficiário deve estar em dia com o pagamento das mensalidades.
  5. O beneficiário deve ter cumprido o prazo mínimo de permanência no plano: 1ª portabilidade - 2 anos no plano de origem ou 3 anos se tiver cumprido Cobertura Parcial Temporária (CPT) para uma Doença ou Lesão Preexistente; e 2ª portabilidade - se já tiver feito portabilidade antes, o prazo de permanência exigido é de pelo menos 1 ano; ou de 2 anos caso tenha feito portabilidade para o plano atual com coberturas não previstas no plano anterior.

Confira aqui a cartilha com informações completas para orientar sobre prazos e critérios para realização da portabilidade.

Escolha dos planos disponíveis no mercado

Para consultar os planos disponíveis no mercado e compatíveis para fins de portabilidade, o beneficiário deve consultar o Guia ANS de Planos de Saúde.

Depois de preencher as informações requisitadas sobre o plano de origem e sobre os critérios desejados na contratação do novo plano, ao final da consulta serão retornados os planos disponíveis para portabilidade.

O beneficiário deve escolher o plano que mais lhe convier e emitir o protocolo de Relatório de Compatibilidade.

Depois de escolher o novo plano ao qual deseja aderir, deve procurar a operadora munido da documentação exigida e solicitar a proposta de adesão.

A operadora do plano de destino tem até 10 dias para analisar o pedido de portabilidade. Caso a operadora não responda ao pedido após esse prazo, a portabilidade será considerada válida.

Há ainda situações específicas, em que não é exigida a compatibilidade de preço ou o cumprimento do prazo de permanência no plano (veja situações específicas de portabilidade), são os casos em que o beneficiário tem que mudar de plano por motivos alheios à sua vontade, como, por exemplo, morte do titular, cancelamento do contrato e falência da operadora.

Quando há carência no novo plano contratado

Caso o beneficiário exerça portabilidade para um plano com coberturas não previstas no plano de origem, estará sujeito ao cumprimento de carências, mas somente para as novas coberturas.

Por exemplo: um beneficiário que possui um plano ambulatorial poderá fazer portabilidade para um plano ambulatorial + hospitalar cumprindo carências apenas para a cobertura hospitalar.

Com isso, a ANS ampliou as opções de escolha do beneficiário, permitindo que ele encontre um plano de saúde que atenda suas necessidades, sem cumprir carências para as coberturas que já tenha cumprido, preservando, por outro lado, o equilíbrio do setor, ao manter a lógica prevista em Lei de exigência de carências para as novas coberturas.

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Bolsonaro diz que foi "obrigado a vetar" projeto do tratamento de câncer

SAÚDE
15:14 | Jul. 27, 2021
Autor Redação O POVO
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Incomodado com as críticas que vem sofrendo por ter vetado projeto que facilitava o acesso a remédios orais contra câncer por meio dos planos de saúde, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, na manhã desta terça-feira, 27, no Alvorada, que foi “obrigado a vetar” a proposta. Segundo ele, o autor da proposição não informou a fonte de custeio, o que o colocaria sob risco de cometer “crime de responsabilidade”.

“Fui obrigado a vetar porque quando o parlamentar não apresenta a fonte de custeio, se eu sancionar, estou em curso de crime de responsabilidade. Daí, apanho porque vetei, por falta de conhecimento do pessoal”, disse Bolsonaro a apoiadores em Brasília. A proposta, que ampliaria o acesso de tratamentos domiciliares e de uso oral contra o câncer para quem tem plano de saúde, havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no início do mês.

Bolsonaro disse ainda que não pode sancionar tudo o que vem do Congresso e ironizou. "É só a gente passar, por exemplo, alguém vota lá um salário mínimo de R$ 10 mil, eu sanciono aqui e está resolvido. É assim que faz? Tem que apresentar fonte de custeio. O dinheiro vem de aumentar ou criar imposto. E o cara faz lá, faz demagogia e vem com a fatura para eu pagar", reclamou. 

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