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Economia
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Lockdown no Ceará: lojistas de Juazeiro do Norte querem reabertura do comércio

Representante da CDL de Juazeiro do Norte espera que Governo do Estado decida pela reabertura o quanto antes

Beatriz Cavalcante
15:51 | 04/04/2021
Ruas vazias em Juazeiro do Norte (Foto: Wesley Júnior/Especial para O Povo)
Ruas vazias em Juazeiro do Norte (Foto: Wesley Júnior/Especial para O Povo)

A expectativa sobre a decisão de lockdown no Ceará deste domingo, 4, é que o Governo do Estado reabra o comércio o quanto antes. O apelo é de Zenilda Sena, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juazeiro do Norte (CDL Juazeiro), que afirma ao O POVO que o período está "sendo muito difícil".

"A expectativa dessa espera do próximo decreto é muito angustiante. Os comerciantes e lojistas não aguentam mais ficar mais tempo fechado", diz. A avaliação dela é que o lockdown não vem surtindo efeitos, pois mesmo assim há aumento do número de casos. Conforme dados até 3 de abril do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa-CE), o município já concentra 19.359 casos e 385 óbitos.

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"Desde a primeira onda da pandemia estamos trabalhando o projeto Loja Mais Segura da CDL, e Prefeitura de Juazeiro do Norte, para implementar as medidas de segurança em todo o comércio. Visitamos as lojas e a maioria está bem equipada e percebemos que não deve causar riscos, a maioria está tendo consciência e cuidado", complementa.

Zenilda frisa que, até o momento, o comércio não recebeu medida de ajuda significativa dos governos estadual e nacional. "O Governo de Juazeiro adiou o pagamento dos alvarás e IPTU, mas é pouco para quem está sem vender nada. São poucos os que têm estrutura para delivery. Essa modalidade é muito pouco para sustentar uma folha de pagamento e estrutura".

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A representante da CDL de Juazeiro do Norte diz que muitos lojistas já falam em mais demissões. "Os governantes deveriam ver medidas mais eficazes para saúde e economia, para que não haja uma piora para os empresários e trabalhadores, que possam perder a fonte de trabalho para colocar o pão de cada dia na mesa", afirma, cobrando a reabertura com mais fiscalizações, pois, conforme ela, o comércio já tem medidas de segurança sanitária.

Com informações do repórter Samuel Pimentel