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Bares e restaurantes: com lockdown, ameaça de fechamento e demissão é maior

Levantamento da Abrasel aponta que 71,4% das empresas podem fechar as portas com a prorrogação da medida

11:39 | 19/03/2021
Decreto que impõe o fechamento dos negócios e o atendimento não presencial termina no dia 21 de março (Foto: JÚLIO CAESAR)
Decreto que impõe o fechamento dos negócios e o atendimento não presencial termina no dia 21 de março (Foto: JÚLIO CAESAR)

A dois dias do fim do decreto que estabeleceu lockdown em todo Estado, a Associação de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE) revelou um levantamento no qual informa que apenas 32% das empresas do setor conseguiram manter o funcionamento. Em nota, a Abrasel-CE destaca que, com a medida restritiva, a ameaça de fechamento e demissões é maior.

Já projetando uma ampliação do lockdown até 1º de abril, a Associação alerta para o fechamento de até 71,4% das empresas. O pagamento de funcionários (76,1%) e contas dos serviços básicos (76%), como água e luz, são os principais custos que não são mais suportados pelos empresários, segundo a pesquisa.

Mas a parcela de negócios sem dinheiro para quitar os compromissos é maior quando o assunto são os impostos. De acordo com a Abrasel, "84% estão sem condições de realizar o pagamento dos tributos federais, 77,5% os tributos estaduais e 70% os tributos municipais".

Quando o assunto é o desligamento dos funcionários, a pesquisa diz que 87,8% dos estabelecimentos já tiveram que demitir e ainda indica que "84,5% das empresas irão realizar novas demissões, sendo que 63,3% dessas empresas precisarão demitir até 30% de todos seus funcionários atuais, enquanto os outros 36,7% devem demitir mais de 50% dos seus colaboradores".

"Fica registrada nossa contribuição com dados sobre o panorama atual dos mais de 20 mil bares, restaurantes, similares e microempreendedores individuais que empregavam cerca de 120 mil pessoas antes da pandemia, e que movimentam desde o agricultor familiar até as indústrias de alimentação e bebidas no Estado do Ceará, com intuito de gerar informação de qualidade na demonstração evidente do quadro caótico e na necessidade urgente de medidas para a retomada pela sobrevivência e reparação do setor de alimentação fora do lar", diz Taiene Righetto em nota.

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Pressão sobre o Estado

 

Ainda no começo da semana, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) divulgou estudo no qual afasta a ideia de que o setor seja ponto de disseminação de Covid-19 e propõe o retorno gradual das atividades.

Ao discurso de provável fechamento, os empresários do setor criticaram algumas ações do poder público no combate à pandemia, como o descontrole dos terminais, e reforçou o possível fechamento de mais empresas.

O Governo do Estado não se manifestou sobre a prorrogação do lockdown no Ceará, mas nos comunicados e nas lives, o governador Camilo Santana mantém o tom de preocupação com o aumento dos casos de Covid e a ocupação dos leitos nos hospitais.