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Economia
NOTÍCIA

Governo deve limitar saque do FGTS em até R$ 3 mil

Os detalhes da medida serão feitos apenas na próxima semana pelo presidente Jair Bolsonaro

18:25 | 18/07/2019
O presidente Jair Bolsonaro pretende injetar pelo menos R$ 30 bilhões na economia, estimulando o consumo das famílias.
O presidente Jair Bolsonaro pretende injetar pelo menos R$ 30 bilhões na economia, estimulando o consumo das famílias. (Foto: Agencia Brasil)

O governo avalia fixar um teto de R$ 3 mil na liberação do saque das contas ativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Também está sendo analisada a possibilidade de fixar um percentual de 15% sobre o saldo da conta vinculada para evitar que a medida acabe beneficiando quem não precisa. Os detalhes da medida serão feitos apenas na próxima semana pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo fontes, cotistas do Fundo com valores elevados nas contas vinculadas poderiam simplesmente migrar os recursos que ficam presos na Caixa Econômica, rendendo apenas 3% ao ano, para outro tipo de aplicação mais rentável. De acordo com dados do Conselho Curador do FGTS, 81,9% das contas tem saldo de até seis salários mínimos.

SAIBA MAIS: Saiba como consultar saldo das contas ativas do FGTS

Outra possibilidade avaliada pela equipe econômica seria autorizar o saque somente das contas inativas (que não estão recebendo depósitos e se referem a empregos no qual o trabalhador já não está mais).

Neste caso, a medida teria efeito limitado na atividade econômica, pois o ex-presidente Michel Temer já lançou mão dessa medida em 2017. Na época, a autorização foi para saque de contas inativas referentes a contratos de trabalho encerrados até dezembro de 2015. A iniciativa injetou R$ 44 bilhões na economia.

O presidente Jair Bolsonaro pretende injetar pelo menos R$ 30 bilhões na economia, estimulando o consumo das famílias. Mas, considerando apenas as contas inativas, o volume seria de pouco mais de R$ 20 bilhões, de acordo com dados do balanço do Fundo.

A preocupação da equipe econômica é evitar que a medida prejudique a sustentabilidade do FGTS, hoje a principal fonte de recursos para financiar habitação, sobretudo para a baixa renda. Em maio, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu, pela primeira vez, a intenção de liberar saques do FGTS, o setor da construção civil reagiu. As informações são dos portais O Globo e Agência Estado.

David Moura