Dia de Iemanjá: 2 de fevereiro é feriado no Brasil?

2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, é feriado? Entenda

Iemanjá, Rainha do Mar, é um dos principais orixás da Umbanda e do Candomblé; saiba se a data em que é homenageada é feriado

A Rainha do Mar, Iemanjá, tem data de celebração marcada no calendário em 2 de fevereiro. De matriz africana pela Umbanda e o Candomblé, é um dos principais orixás, que são divindades religiosas.

O Brasil comemora a divindade de diferentes formas, variando em cada região e influência religiosa local. Por isso, até mesmo o dia muda em alguns lugares, como Fortaleza, que tem a sua celebração em 15 de agosto.

Apesar de ser um dia marcado de comemorações de canto e louvor à Iemanjá, não é feriado nacional. Em alguns municípios, como a capital gaúcha, Porto Alegre, tem feriado decretado.

Entenda como funciona o feriado nos municípios, assim como a origem da data.


2 de fevereiro: saiba onde é feriado de Dia de Iemanjá

O dia 2 de fevereiro é marcado por comemorações religiosas. As regiões do País combinam as festas à Iemanjá com celebrações do calendário católico, como o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, especialmente no Sul do Brasil.

Essas diferenças destacam o que é o sincretismo, que representa o somatório de crenças, rituais e valores. Assim, em cada parte do território brasileiro, as comemorações são diferentes e apresentam regionalismo.

Dessa forma, cada uma decide se terá folga para dedicar o dia para os rituais à Iemanjá ou para a figura religiosa comemorada na mesma data.

Além do Rio Grande do Sul, que soma mais de 30 com a sua capital, outros estados do Brasil têm feriados municipais. No entanto, nenhum deles é para a Rainha do Mar.


Dia de Iemanjá: entenda a celebração

O sincretismo com a figura de Iemanjá marca a diferença de cada celebração no País. Não só as festas e os rituais, mas as datas também podem variar.

Celebrada como um patrimônio cultural imaterial, a tradição mais popular é a vestimenta branca para entregar presentes ao mar, conhecido como o seu lar.

Os devotos entregam em barcos ou lançam itens como flores, perfumes e sabonetes para presentear a orixá no litoral. Assim como pode recebê-los, Iemanjá pode rejeitá-los, o que é visto caso retorne para a areia.

Além das praias, as homenagens acontecem em terreiros e nas ruas das cidades que celebram. Cada uma faz a sua programação, chamando a atenção de fiéis que desejam fazer parte do momento de devoção.

Danças, cortejos, saudações, música e oração de origem afro-brasileira marcam o ambiente, independente do período da festa.

Apesar da data mais conhecida ser em 2 de fevereiro por registrar as principais homenagens do País, sendo elas em Salvador e no Rio de Janeiro, por exemplo, o dia 15 de outubro e outras durante o começo de dezembro também são consideradas.

Os rituais à Iemanjá são muito praticados no dia 31 de dezembro, no Ano Novo. As práticas de usar branco e pular sete ondas são popularmente adotadas por milhares de brasileiros anualmente, sendo, muitas vezes, desconhecida a relação com a orixá pela população.

Somada às comemorações às segundas, dia da semana associado à Rainha do Mar pela Umbanda, o dia dedicado à Iemanjá marca a ancestralidade e resistência da fé das religiões de matriz africana, com a união de fiéis por rituais e festas.

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