Leptospirose: proteína do Butantan pode identificar doença; entenda

A tecnologia se mostrou superior ao teste convencional de identificação da leptospirose; um estudo da proteína foi publicado em revista internacional

Os pesquisadores do Instituto Butantan desenvolveram uma proteína quimérica recombinante capaz de identificar a leptospirose, denominada rChi2. A estratégia ainda está em fase inicial, mas conseguiu detectar a doença em 75% dos pacientes na primeira fase dos sintomas.

O estudo foi aceito e publicado na revista “Tropical Medicine and Infectious Disease" em 2022, com um pedido de patente solicitado em março de 2023.

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Com a identificação de várias espécies de Leptospira pelos anticorpos anti-rChi2, o seu potencial como diagnóstico precoce pode ser validado.

O teste utilizando a proteína rChi2 foi realizado pelo grupo da pesquisadora Ana Lúcia Tabet Oller Nascimento, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Butantan.

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Leptospirose: como o teste do Butantan funciona?

De acordo com o portal Butantan, a proteína foi purificada e testada em diagnóstico sorológico do tipo ELISA, que avalia a presença de anticorpos no soro de pacientes por meio da reação com antígenos.

Os anticorpos reconheceram a leptospirose no início da doença e quando o teste padrão deu negativo, como na fase de recuperação, em 75% e 82% das amostras, respectivamente.

Também denominada de Mal de Adolf Weil, a condição foi incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte da lista de Doenças Tropicais Negligenciadas. Estas afetam normalmente a população de baixa renda nos países.

O novo diagnóstico também mostrou 99% de especificidade, ou seja, detectou especificamente os anticorpos contra a própria leptospirose, sem reação cruzada com outras doenças infecciosas como dengue, malária, HIV e Doenças de Chagas.

“No diagnóstico convencional, chamado de MAT, o soro do paciente é colocado em contato com Leptospiras vivas que se aglutinam na presença de anticorpos (para o resultado positivo)”, explica o primeiro autor da pesquisa, Luis Guilherme Virgílio Fernandes, biotecnólogo com doutorado e pós-doutorado pelo Butantan, ao portal do instituto.

“O problema é que demora mais de dez dias para o indivíduo produzir esses anticorpos aglutinantes, dificultando a identificação precoce da doença”, completa.

O próximo passo para os pesquisadores é o desenvolvimento de um teste rápido, semelhante ao da Covid-19, mantendo a proteína quimérica. Mas, ao invés da secreção nasal, a coleta seria de urina ou sangue do paciente.

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Com informações do Portal do Butantan

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