PMCE apreende fuzis, explosivos e 1,6 mil munições em Sobral

PMCE apreende fuzis, explosivos e 1,6 mil munições em Sobral

Ação integrada das forças de segurança desarticulou bando que atuava na Região Norte com armamento de guerra. Material de grosso calibre foi apreendido

Uma operação de grande porte realizada pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) na madrugada desta segunda-feira, 9, resultou na apreensão de um arsenal de guerra e na captura de oito suspeitos na cidade de Sobral.

A ação, que envolveu troca de tiros e perseguição, retirou de circulação fuzis, pistolas e uma grande quantidade de explosivos, evidenciando o poderio bélico utilizado pelo crime organizado na disputa territorial da Região Norte.

De acordo com a PMCE, o confronto teve início após o serviço de inteligência monitorar o deslocamento de um grupo que havia roubado uma caminhonete e um automóvel no município vizinho de Graça.

Ao serem interceptados no bairro Residencial Nova Caiçara por equipes da Força Tática, os criminosos abriram fogo contra a composição policial.

No revide, dois suspeitos foram baleados e detidos, sendo que um deles, um homem de 18 anos com antecedentes por posse de arma, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido.

 Durante as diligências, que contaram com o reforço do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi) e do CPRaio, os agentes localizaram dois fuzis, seis pistolas, quatro armas artesanais, coletes balísticos e rádios comunicadores.

Além do armamento pesado, a Polícia contabilizou 1.675 cartuchos de diversos calibres, incluindo munições de 5.56 e 9mm, capazes de perfurar blindagens leves.

O grupo também portava 20 equipamentos explosivos, material com alto poder de destruição. Todo o material e os suspeitos capturados, que incluem adolescentes e adultos com extensas fichas criminais por homicídio, tráfico e roubo, foram encaminhados à Delegacia Municipal de Sobral.

Caso de extorsão contra distribuidoras de água e gás 

Na semana passada, a Polícia Civil desarticulou um esquema de extorsão que aterrorizava comerciantes locais. Investigadores descobriram que membros da facção estavam obrigando distribuidoras de gás e água a venderem apenas marcas determinadas pelo grupo, além de cobrarem "taxas de proteção".

Na ocasião, suspeitos chegaram a ser presos utilizando fardamentos de empresas de água para circular livremente pelos bairros, fiscalizando se os comerciantes estavam cumprindo as ordens impostas pelo crime.

A apreensão dos fuzis e explosivos nesta segunda-feira representa um golpe duro na capacidade operacional do bando, enfraquecendo tanto o braço armado, responsável pela defesa de territórios, quanto a estrutura de coação utilizada para extorquir a população.

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