PM que baleou casal em Parambu tem prisão preventiva decretada

PM que baleou casal em Parambu tem prisão preventiva decretada

Defesa afirma que Juciclebson Ítalo Souza do Nascimento faz tratamento psiquiátrico e que ele teve um surto. Vítimas estão sob atendimento médico

O policial militar que foi preso em flagrante suspeito de tentar matar um casal em Parambu (Sertão dos Inhamuns) teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada nessa terça-feira, 3. A defesa do soldado Juciclebson Ítalo Souza do Nascimento afirma que o policial faz tratamento psiquiátrico e que ele teve um surto.

A decisão da audiência de custódia à qual Juciclebson Ítalo foi submetido descreve que o crime foi registrado na madrugada de segunda-feira, 2. Ele, que estava de serviço no posto fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado, teria deixado o local por volta da meia-noite e se dirigido até Vila Isabel, na Zona Rural de Parambu.

Na residência onde as vítimas estavam, ele efetuou diversos disparos, atingindo o homem no abdômen e nos membros inferiores e a mulher no braço e na coxa. Eles foram socorridos e, até a realização da audiência de custódia, seguiam internados.

Tanto o casal, quanto testemunhas do fato afirmaram que o crime foi motivado após o homem baleado negar-se a emprestar uma moto. Após efetuar os disparos, Juciclebson Ítalo teria fugido após roubar a bicicleta de um transeunte, que teria sido ameaçado pelo soldado com a própria pistola fornecida pela corporação.

O soldado foi preso ao retornar ao posto, já nas dependências do alojamento da Polícia Militar, por colegas de farda que foram acionados para a ocorrência. Ele foi autuado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificada, roubo e abandono de posto (artigo 195 do Código Penal Militar).

Apesar da defesa de Juciclebson Ítalo argumentar que a prisão dele poderia acarretar no armamento do quadro clínico dele, o juiz Arthur Moura Costa afirmou que as alegações não “autorizam qualquer conclusão acerca da capacidade de discernimento do agente ao tempo dos fatos, tampouco interferem, neste momento, na análise da legalidade do flagrante ou da necessidade da segregação cautelar”.

“O contexto fático revela conduta violenta reiterada, desencadeada por motivo torpe, com sucessivos disparos de arma de fogo no interior da residência das vítimas, utilização de munição de alto impacto, vasta quantidade de cápsulas deflagradas e projéteis espalhados pelo local, perfurações em paredes e móveis e expressiva presença de sangue no ambiente, circunstâncias que afastam a hipótese de reduzida lesividade e evidenciam violência armada persistente, direcionada contra pessoas desarmadas em ambiente domiciliar”, citou na decisão o magistrado.

Apesar disso, o juiz determinou que a direção do estabelecimento prisional para onde Juciclebson Ítalo for transferido forneça tratamento e acompanhamento psiquiátrico junto ao Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

 

 

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