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Ester apresentava diversas lesões, traumatismo craniano e costelas quebradas, diz conselheiro

Um inquérito tramitava desde fevereiro sobre uma suspeita de violência sexual por parte do avô paterno. No entanto, Ester morava atualmente com o pai e a madrasta. O casal teve a prisão decretada

Jéssika Sisnando
14:52 | 22/07/2020
A menina Ester, de três anos, deu entrada na unidade de saúde em óbito  (Foto: Reprodução/arquivo pessoal )
A menina Ester, de três anos, deu entrada na unidade de saúde em óbito (Foto: Reprodução/arquivo pessoal )

A menina Maria Ester Maria Rodrigues Correia, deu entrada na unidade de saúde de Russas em óbito. O caso foi registrado na segunda-feira, 20. A criança presentava lesões por todo o corpo, costela quebrada e traumatismo craniano. As informações são conselheiro tutelar Wilk de Carvalho.

A situação de Ester chamou atenção do conselheiro, que relata ter sido acionado ao hospital para o caso de uma criança que deu entrada na unidade de saúde. Na ocasião, ele relata sobre as lesões e afirma que há sinais de violência sexual, no entanto, apenas o exame da perícia forense poderá confirmar a informação.

Ester foi levada pelo pai e pela madrasta à unidade de saúde. De acordo com o delegado Eduardo Borges, o prontuário médico afirmava que a menina deu entrada em óbito. O responsável alegou que a criança havia engasgado com alimentação e as lesões foram causadas por uma queda de motocicleta.


Inquérito

O inquérito que tramitava envolvendo a menina Maria Ester Rodrigues Correia, de apenas três anos de idade, que deu entrada na unidade de saúde de Russas em óbito, investigava um suposto abuso sexual cometido pelo avô paterno.

Ester relatou a uma médica a violência sexual que sofria e o inquérito tramitava na Polícia Civil. A menina, então, deixou de morar com o avô paterno e residia com a madrasta e o pai. Ela recebia visitas do Conselho Tutelar.

Mandados de prisão

A Justiça decretou a prisão do pai e da madrasta de Ester. Eles foram a unidade de saúde deixar a criança, no entanto se evadiram e não foram encontrados. A Polícia Civil, sob a coordenação do delegado Eduardo Borges, segue em diligências no intuito de encontrá-los. As investigações prosseguem para ouvir vizinhos e familiares.