Participamos do

Apontado como chefe de facção, Cilas "Mago" é condenado a 18 anos de prisão

Ele era apontado como maior chefe da facção Comando Vermelho em Caucaia quando foi preso em 2020. Hoje, é apontado como líder de uma dissidência da organização criminosa
20:33 | Dez. 23, 2021
Autor Lucas Barbosa
Foto do autor
Lucas Barbosa Repórter do caderno de Cidades
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Francisco Cilas de Moura Araújo, conhecido como Mago ou Paizão, foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão em regime inicialmente fechado, conforme decisão tomada em 15 de dezembro último pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas. A sentença o considerou culpado pelos crimes de integrar organização criminosa, tráfico de drogas e uso de documento falso.

Cilas foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPCE) como a maior liderança da facção Comando Vermelho (CV) em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele chegou a constar na lista dos mais procurados do Estado, tendo sido ofertada, inclusive, uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem a ele. Cilas estava foragido desde 2016 e foi preso em 7 de julho de 2020 em Teresina (PI). Contra ele, havia quatro mandados de prisão em aberto.

No celular apreendido com Cilas, a Polícia Civil encontrou um caderno com anotações referentes ao controle contábil da venda de entorpecentes. Em uma folha havia menções a uma movimentação de R$ 150 mil. Também há referências à venda de 250 gramas de cocaína por R$ 5.000, 100 gramas de crack por R$ 3.600 e à "entrada" de três quilos de cocaína que perfaziam um total de R$ 60.000.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

"As circunstâncias da prisão do denunciado deixam claro que ele estava associado de forma permanente e estável à organização criminosa Comando Vermelho (CV), a qual líder, bem como responsável pelo tráfico na localidade", diz trecho da denúncia.

Em depoimento, ele negou as acusações e disse nunca ter praticados crimes. Cilas afirmou que nenhum caderno foi apreendido em seu apartamento. Ele ainda disse ter trabalho no Mercado da Caucaia, onde vendia peixes, e que só foi a Teresina para manter residência.

Após a prisão, Cilas teriam rompido com o CV e sua organização criminosa, a "Tropa do Mago", passou a travar embates com a facção carioca em Caucaia. Entre os diversos homicídios decorrentes da disputa está a chacina que deixou cinco mortos no distrito de Boqueirão das Araras em agosto.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags