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Adolescente de 16 anos afirma estar grávida de pastor preso por ocultar cadáver de bebê em Caucaia, segundo Polícia

Polícia Civil ouviu adolescente que também era uma das pessoas em vulnerabilidade acolhidas pela igreja
14:06 | Nov. 10, 2021
Autor Jéssika Sisnando
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Jéssika Sisnando Repórter
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Tipo Notícia

Uma adolescente de 16 anos informou à Polícia estar grávida do pastor Antônio José Cardoso Cunha, de 36 anos, preso na última segunda-feira, 8, por ocultação do cadáver de um bebê no bairro Marechal Rondon, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

De acordo com a Polícia Civil, ela vivia em situação vulnerável e frequentava o templo religioso mantido pelo pastor. A adolescente está no 8º mês de gestação, mesmo período que estava a amante do pastor, Jamile Rolim da Silva, 20. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Mãe teria matado bebê com golpes de garfo e um dia depois pai da criança escondeu o corpo no bueiro

A prisão do pastor aconteceu mediante a suspeita de ele ter ocultado o cadáver do próprio filho, recém-nascido, depois que Jamile teria tentado abortar a criança. Ela teria ingerido medicamento abortivo, conforme a investigação, mas na realidade teria apressado o parto, e o menino nasceu prematuro.

Quando viu que o bebê estava com vida, a mãe teria tentado sufocá-lo com um pano e em seguida teria desferido golpes de garfo no pescoço da criança, que morreu. Ela teria então guardado o corpo em um móvel e, em seguida, entregado ao líder religioso em uma sacola. Ele teria jogado o próprio filho em um bueiro.

A investigação concluiu que o homem induziu Jamile a abortar, pois como era um líder religioso, ele não queria um filho fruto de uma relação extraconjugal. O pastor era casado com outra mulher. 

Na coletiva de imprensa da última terça-feira, 9, que apresentou o trabalho de investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do 18º DP, os delegados Harley Filho e Régis Pimentel relataram que a Polícia Civil iria investigar se o indivíduo se utilizava da sua condição de líder religioso para manter relacionamentos extraconjugais com pessoas em situação de vulnerabilidade que frequentavam o templo. A igreja, que é informal, também seria alvo de investigação.

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