Governo do Ceará arcará com traslado do corpo de babá cearense morta por patroa em Portugal

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi morta com golpes de bloco de cimento no dia 5 de dezembro do ano passado em uma zona de mata em Lisboa. A vítima é natural de Aracoiaba

22:54 | Jan. 10, 2026

Por: Mirla Nobre
Lucinete Freitas, de 55 anos, era natural do município de Aracoiaba, no Ceará (foto: Reprodução/Instagram)

O Governo do Ceará irá arcar com o translado do corpo da babá cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, morta pela patroa em Lisboa, em Portugal, no dia 5 de dezembro do ano passado. A informação foi divulgada pelo secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, em publicação nas redes sociais na noite deste sábado, 10.

O Ministério Público de Portugal informou na terça-feira, 6, que a investigação do crime apontou que a babá foi morta pela patroa com golpes de bloco de cimento na cabeça. O corpo da vítima, natural de Aracoiaba, a 75,07 quilômetros de Fortaleza, foi localizado em zona de mata em Lisboa no dia 18 de dezembro.

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Na publicação, Chagas informou que o governador Elmano determinou que o Estado arcará com o translado. “Triste demais essa situação, e isso é o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor dessa família cearense aqui”, escreveu no post.

Ainda segundo o órgão, a suspeita do crime, uma também brasileira, de 43 anos, que não teve o nome divulgado, está presa preventivamente e é investigada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e de falsidade.

Luciente atuava como empregada doméstica da acusada e era babá do filho da suspeita. O MP revelou após o primeiro interrogatório judicial contra a acusada que a relação entre ambas marcada por "conflituosidade". No crime, a patroa teria utilizado o pretexto de levar a vítima para casa, mas conduziu-a até um local isolado.

Na região, ela agrediu violentamente a cearense na cabeça com um bloco de cimento, o que causou lesões que resultaram na morte dela. Também há indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a suspeita colocou entulho sobre o corpo, com o objetivo de ocultá-lo, e deixou o local.

Logo após o crime, a patroa também teria utilizado o celular da vítima, se passando por ela, e enviado mensagens nas quais dizia ter ido para o estado de Algarve com uma amiga. O intuito, segundo o órgão ministerial, era adiar a comunicação sobre o seu desaparecimento.

A investigação está a cargo da direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Núcleo da Amadora e conta com apoio da Polícia Judiciária.