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Conheça histórico de Cabeto antes e depois da Secretaria de Saúde do Ceará

Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, dr. Cabeto, ganhou protagonismo na gerência da crise sanitária causada pela Covid-19
14:56 | Ago. 17, 2021
Autor Lais Oliveira
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Lais Oliveira Estagiária do O POVO Online
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Tipo Notícia

Agora ex-secretário de saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, Dr. Cabeto, é um dos médicos mais bem conceituados do Estado. Cabeto marcou a gestão à frente da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em ações de combate à pandemia de Covid-19 desde 2020, mas assumiu a pasta em 2019. Em seu primeiro ano de gestão, estabeleceu novos critérios para preenchimento dos cargos nos consórcios de saúde no Estado, a fim de priorizar critérios técnicos na nomeação, antes de livre escolha de prefeitos.

Ao lado do governador Camilo Santana (PT), Cabeto vinha sendo porta-voz do Governo na gerência da crise sanitária causada pela Covid-19. Desde o começo da pandemia, o Ceará foi um dos estados a adotar medidas rígidas de isolamento social, seguindo orientações científicas, incluindo dois lockdowns. A reabertura econômica gradual do Estado também foi resultado de participação ativa da Sesa.

Antes de ocupar o cargo de titular da Sesa, Cabeto foi diretor médico do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza. O médico pertence ao corpo docente da Universidade Federal do Ceará (UFC) e foi cedido para o Palácio da Abolição. 

Não era a primeira vez que o médico havia sido sondado. Cabeto já havia recusado a titularidade na gestão Camilo por pelo menos duas vezes, segundo O POVO apurou na época. Quando assumiu a pasta, o cardiologista exercia a vice-presidência do PSDB no Ceará. A secretaria estava sendo comandada por Marcos Gadelha Maia, que foi secretário adjunto da Sesa-CE até o fim de 2018. 

Cabeto é graduado em Medicina pela UFC (1990) e possui Doutorado em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (2001). O médico tem experiência na área de cardiologia com ênfase nos temas: sistema nervoso autônomo, sistema cardiopulmonar e doença de chagas. Ele ainda coordena o grupo de implantação do Distrito de Inovação em Saúde de Porangabussu. 

À frente da Sesa, o ex-secretário protagonizou a adoção firme de critérios técnicos para o preenchimento de cargos nos consórcios de saúde, apesar das pressões contrárias de prefeitos de municípios. Novas regras vetavam indicações políticas nas autarquias. A decisão foi tomada pela Sesa após casos de irregularidades nos consórcios virem à tona.

Também sob a gestão de Cabeto, o Governo passou a apostar com mais força na inovação do setor da saúde. O então secretário chegou a projetar em 2019 a intenção de, a partir dos Polos de Saúde do Porangabussu e do Eusébio, informatizar e implantar o registro eletrônico de saúde em todas as unidades de atendimento do Estado, nos quatro anos seguintes.

Histórico

1990-2001

Cabeto se gradua em Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1990. Em 1998, o médico fez treinamento em suporte avançado de vida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia- Funcor. De 1996 a 2001, faz doutorado em Cardiologia pela Universidade de São Paulo. 

2002

Cabeto passa a ser professor adjunto na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele era docente substituto na  universidade desde 1999. O médico acumula extenso currículo acadêmico, com trabalhos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais, como o Journal American College of Cardiology e o International Journal of Cardiology

2003

No Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, Cabeto foi diretor de unidade, diretor médico e chefe do Serviço de Cardiologia.

Janeiro de 2019 

Anunciado como novo secretário da Saúde para o segundo mandato de Camilo Santana (PT), Cabeto disse na época que o maior desafio seria "mudar a metodologia de gestão, redefinindo a secretaria em termos de metodologia de trabalho nas áreas prioritárias”.

Abril e maio de 2019 

Cabeto admite falhas em modelo de gestão de consórcios de saúde no Estado e promete reestruturação, priorizando critérios técnicos. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontaram irregularidades em prestação de contas de todos os consórcios do Estado para 2017.  Mesmo sob pressão de prefeitos,  Cabeto reafirma que critérios técnicos para indicação de presidentes de consórcios é "inegociável". 

Janeiro de 2020

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) cria durante reunião com os prefeitos, um grupo de trabalho para discutir os consórcios de saúde no Estado. Iniciativa representou um recuo diante das expectativas do Governo em convencer os gestores municipais da necessidade das mudanças profundas proposta pela pasta e publicadas em decreto no Diário Oficial do Estado no último mês de dezembro.

Fevereiro de 2020

Cabeto garante que vai realizar o edital para a seleção de gestores dos consórcios que administram policlínicas e os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) no Interior. Afirmativa veio um dia após a suspensão do edital pelo Tribunal de Contas do Estado Ceará (TCE-CE).

Março a dezembro 2020

Cabeto ganha protagonismo na gestão da pandemia de Covid-19 ao lado do governador Camilo Santana (PT). O secretário é presença constante nos anúncios de novos decretos estaduais e nos anúncios de medidas mais rígidas, a exemplo dos dois lockdowns. Didático, o secretário explica detalhadamente indicadores e argumentos que embasam decisões do governo durante lives semanais. 

Agosto de 2021

Governador Camilo Santana (PT) anuncia saída de Cabeto da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa). O substituto ainda não foi anunciado.  

colaborou Roberto Araújo/Data.doc O POVO

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