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"É preciso compreender quando é o momento de entrar e de sair", disse Cabeto em entrevista há cinco dias

O Dr Cabeto, que hoje deixa a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), já havia afirmado, em entrevista ao O POVO no dia 12 de agosto, que deveria voltar a dar aulas quando deixasse a pasta
11:35 | Ago. 17, 2021
Autor Sara Oliveira
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Sara Oliveira Editora-adjunta do Portal O POVO Online
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A notícia da saída do Dr Cabeto da gestão da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) já corria em bastidores há algumas semanas. O médico e gestor que assumiu a pasta um ano antes de o mundo enfrentar a pandemia da Covid-19 já começou com planos importantes e ousados para a Saúde pública cearense. Há cinco dias, durante entrevista no programa Debates do POVO, da Rádio O POVO CBN, Cabeto foi questionado se tinha aspirações políticas se um dia deixasse a Sesa. O dia chegou e a resposta dada naquele momento foi diferente: ele quer voltar à vida acadêmica. Foi nesse segmento, inclusive, que Cabeto ganhou renome e conseguiu executar ações e pesquisas de destaque no Ceará.

"Quero voltar a dar aula e continuar minha missão como médico e cidadão", disse Cabeto. "Sempre me chamam como um secretário de transição, que significa que ele precisa compreender quando é o momento de entrar e de sair. Para que a democracia funcione, é preciso que outras visões venham. A gente construiu um planejamento, uma estrutura, estou prestando contas das medidas. Mas o que quero dizer é que a missão é essa, fazer essa transformação. Fazer o Ceará um centro de referência na área da Saúde", continuou.

Entre as ações que têm como perspectiva transformar a Saúde cearense, Cabeto esteve diretamente ligado à criação da Funsaúde, Fundação que visa descentralizar o acesso à saúde e facilitar o acesso no Interior do Estado. Mais de seis mil vagas são ofertadas para concurso público visando preenchimento de vagas ligadas à Fundação. Dr Cabeto sempre foi entusiasta de uma Saúde mais moderna, com referência econômica e de serviços. 

Durante entrevista no programa Debates do O POVO, que teve a participação da repórter Ana Rute Ramires, Cabeto falou ainda sobre a improvável implementação de um novo lockdown no Ceará, além de anunciar um mutirão de vacinação para que a meta imposta pelo Governo do Estado alcance 100% da população imunizada até o fim de agosto.  

Antes de Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr Cabeto) assumir a Sesa, quem esteve à frente da pasta foi Henrique Javi, nomeado em 2015. Ele havia atuado no início da implementação do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), hoje entidade responsável por gerir parte das unidades de saúde do Estado. 


 

 

 

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Radialista Luiz Alberto de Oliveira morre por complicações de covid-19

Geral
18:13 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Brasil
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O radialista Luiz Alberto de Oliveira morreu na madrugada desta terça-feira (17), aos 69 anos, vítima de complicações decorrentes da Covid – 19. Luiz Alberto começou como locutor na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em 1985 e foi âncora do programa Eu de cá, você de lá, da Rádio Nacional de Brasília, por mais de 25 anos, ficando conhecido pelo bordão “Cai n'água, Jiribita”. Os próprios ouvintes o batizaram carinhosamente de Luiz Alberto Jiribita. 

Luiz Alberto também foi locutor das rádios JK FM, Globo Nacional e OK FM e vice-prefeito de Águas Lindas de Goiás (GO), cargo que ocupou até 2020. A prefeitura do município declarou luto oficial de três dias pela morte do radialista. 

A EBC publicou uma nota de pesar em que diz que a empresa e “todo o corpo funcional se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de dor e tristeza.”

O velório ocorre hoje, a partir das 18h, na Câmara dos Vereadores de Águas Lindas de Goiás. O enterro está previsto para as 9h desta quarta-feira (18), no cemitério de Águas Lindas. 

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RBD: Prefeitura de Sobral faz edição cômica após comentário de Christopher

Repercussão
18:07 | Ago. 17, 2021
Autor Clara Menezes
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A Prefeitura de Sobral fez uma postagem em suas redes sociais em que cobre a imagem de Christopher Von Uckerman, um dos integrantes do grupo mexicano RBD. Em seu lugar, está o Zé Gotinha, famoso personagem brasileiro presente nas campanhas de vacinação.

“Longe de mim gostar de treta, só tô postando porque o Zé Gotinha ficou bonito”, brincou nos stories, após polêmica viralizar na internet na segunda-feira, 16.

Prefeitura de Sobral fez edição cômica com Zé Gotinha depois de polêmica envolvendo Christopher Von Uckermann, do RBD
Prefeitura de Sobral fez edição cômica com Zé Gotinha depois de polêmica envolvendo Christopher Von Uckermann, do RBD (Foto: Reprodução/ Instagram @prefeituradesobral)

O desentendimento começou quando a prefeitura publicou um post da série Rebelde para indicar que as pessoas a partir de 22 anos já podiam se vacinar. Isso, porém, recebeu resposta negativa de Christopher.

Ele, que é um dos atores da produção e também integra a banda, comentou: “deixem de usar Rebelde para se promover. Nós não temos nada a ver com isso”.

Além dos fãs terem levantado hashtags e feito comentários contra seu posicionamento, outro nome famoso da produção, Alfonso Herrera, publicou em seu Twitter, em português: “VACINA SIM”. O tweet foi até curtido pelo perfil oficial do ex-presidente Lula.

Maite Perroni, que também integra o RBD, apoiou a vacinação logo depois do pedido controverso de Christopher. “Lembre-se que isso não acabou, família. Apesar de estarmos vacinados, é importante não baixar a guarda... Por você, por mim, por aqueles que amamos”.

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Jovens de 19 anos são vacinados em Fortaleza acompanhados dos pais

COVID-19
17:47 | Ago. 17, 2021
Autor Alexia Vieira
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Se no início da campanha de vacinação contra a Covid-19 os filhos levavam os pais idosos ao Centro de Eventos, em Fortaleza, com a vacinação de jovens de menos de 20 anos o papel foi invertido. Nesta terça-feira, 17, pais e mães se espalharam pelas escadarias, áreas de espera e calçadas do ponto de vacinação enquanto os filhos recebiam a primeira dose (D1).

Eliane Leal, 43, acompanhou o filho Pedro Diogo Leal, 19, até a fila de vacinação. “Eu estava desesperada! Porque a gente já vacinou bem antes, e nada de chegar nele. Fiquei muito feliz. Já tomei a primeira dose, meu marido também e agora ele. Não vejo a hora de acabar logo isso.”

Assim como muitos outros pais, Eliane esperou do lado de fora até que Pedro fosse atendido. Isso ocorreu devido à orientação dos técnicos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de que os acompanhantes não entrassem no Centro de Eventos ou esperassem atrás de grades dispostas na lateral do salão de entrada. A medida visa melhorar a organização das filas das pessoas agendadas e evitar aglomerações.

Mesmo com a fila grande, Gerlane Gomes, 53, achou o atendimento rápido e comemorou a imunização parcial da filha de 19 anos. “Nós duas estávamos ansiosas para chegar essa data, porque a vacina é muito importante. A pandemia foi sofrida, em casa presa, sem poder sair”, relatou. Agora a expectativa é que, com a vacina, a jovem consiga voltar a estudar presencialmente e se preparar para o Enem.

Depois da imunização de Ana Caroline Ferreira Gomes, 19, a jovem teve a ajuda do pai, Euvaldo Ferreira Gomes, 60, para registrar o momento com uma foto. “Eu me senti muito feliz, entrei lá e fiquei com um sentimento de vitória de chegar até hoje e poder tomar minha vacina”, compartilhou Caroline.

“A gente tinha muita expectativa desse dia, para que ela ficasse de certa forma protegida”, disse Euvaldo. Pai e filha explicaram que, mesmo depois da imunização, ainda pretendem respeitar o isolamento social e manter os cuidados. “Porque não é 100%, então é sempre melhor ter um cuidado a mais, ficar em casa, usar máscara e álcool em gel”, afirma Caroline.

Vacinação de crianças e adolescentes ainda não tem data definida

A prefeitura de Fortaleza tem a expectativa de finalizar a vacinação da população com mais de 18 anos ainda nesta semana. Cerca de 85% dos adultos da Capital já receberam pelo menos uma dose, e 30% completaram o esquema de vacinação com as duas doses do imunizante.

No entanto, ainda não há data definida para o início da vacinação de crianças e adolescentes. No Brasil, é permitida a imunização de pessoas de 12 a 18 anos com a vacina da marca Pfizer. Porém, de acordo com a SMS, a pasta aguarda orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) para definir o cronograma e a logística de vacinação desse grupo.

Anne Romeu, 19, que compareceu ao Centro de Eventos nesta terça-feira, 17, para ser vacinada, contou que a única pessoa que ainda precisa receber a primeira dose na família é a irmã de 16 anos. “Ela está muito feliz por mim, mas também está ansiosa para a vez dela. Mas vai chegar, espero que até o fim deste ano.”

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Covid-19: Lewandowski determina envio de vacinas para 2ª dose em SP

Justiça
17:44 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou hoje (17) que o governo federal envie para o estado de São Paulo vacinas contra a covid-19 necessárias para completar a imunização das pessoas que tomaram a primeira dose. 

A decisão do ministro foi motivada por uma ação protocolada pelo governo de São Paulo para contestar alteração ocorrida, no inicio deste mês, na sistemática de distribuição de imunizantes, fato que, segundo a procuradoria estadual, teria provocado reduções de doses que seriam enviadas ao estado e prejudicado o calendário de imunização. 

De acordo com Lewandowski, a mudança de critérios na distribuição de doses deve ser feita de forma prévia pelo Ministério da Saúde e informada aos estados. 

“A súbita modificação da sistemática de distribuição dos imunizantes, levada a efeito pela União, pode, em tese, pelo menos no que tange às pessoas que receberam a primeira dose das vacinas – as quais têm o inequívoco direito de receber a segunda para completar a sua imunização -, comprometer os esforços do estado de São Paulo para tornar efetiva a cobertura vacinal de sua população, com vistas a impedir – dentro do possível, e considerados os recursos disponíveis – a propagação da temível doença”, afirmou o ministro. 

Como resposta, a União alegou que o pedido do estado de São Paulo pode impactar o Plano Nacional de Imunização e o envio de vacinas para outros estados. 

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Pesquisadores da Unicamp criam modelo para prever mutações da covid-19

Saúde
17:14 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Brasil
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Quanto mais o novo coronavírus circula, maior a chance de ocorrer uma mutação genética e o aparecimento de novas variantes que podem prolongar e agravar a pandemia de covid-19. Um estudo de pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp) simula o processo de replicação do vírus para compreender suas variações.

Os resultados do estudo conduzido por Vitor Marquioni e Marcus Aguiar foram publicados na revista científica Plos One.

No artigo, os autores ressaltam a importância da vacinação como estratégia para diminuir o surgimento de novas cepas. Segundo eles, as populações que não estão sendo vacinadas e os grupos sociais que se recusam a receber a vacina favorecem o aparecimento de variantes. Os autores fazem ainda um alerta: se o problema não for resolvido urgentemente, a pandemia pode ter um novo pico em escala global.

O trabalho foi financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Modelo

O modelo desenvolvido pelos físicos é baseado em quatro variáveis: as pessoas classificadas como suscetíveis, que podem ser infectadas pelo vírus; as expostas, que estão infectadas mas não infectam outras; as infectadas que podem transmitir a doença para outras; e as recuperadas que não podem mais ser infectadas. O método, conhecido na epidemiologia pela sigla em inglês SEIR, é uma simplificação do cenário para que as possibilidades de mutação e surgimento de variantes do coronavírus possam ser medidas.

Além disso, uma parte do modelo tenta acompanhar as possibilidades de variação da cadeia de RNA, material genético do vírus.

“Nós comparamos os nossos resultados com a inferida evolução genética da SARS-CoV-2 no começo da epidemia na China e encontramos uma boa compatibilidade com a solução analítica do nosso modelo”, destacam os pesquisadores no artigo.

Reinfecções

Os cientistas lembram no trabalho que o surgimento de novas cepas a partir das mutações do vírus está ligado aos casos de pessoas que são infectadas mais de uma vez. “Entender os mecanismos de mutação e variabilidade dos vírus é da maior importância para antecipar desafios futuros, como o surgimento de outras cepas infecciosas ou a perda de imunidade”, ressalta o artigo.

Foram analisadas as mudanças genéticas dos vírus no andamento da pandemia em localidades diferentes. Assim, o modelo mostrou que quando há pouca conexão entre regiões, a diferença genética entre os vírus presentes nessas áreas tende a ser maior. Desse modo, “é esperado um aumento no risco de reinfecção nos contatos entre viajantes em territórios distantes”, enfatizam os autores nas conclusões do estudo.

O que mostra, de acordo com os pesquisadores, que a pandemia, com espalhamento da doença por diversas partes do mundo, aumenta muito as chances de variantes que sejam capazes de infectar mais de uma vez a mesma pessoa do que em uma simples epidemia, localizada em um determinado território.

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