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Ceará chega a 36 açudes sangrando após dois meses bons de quadra chuvosa

Ayres de Sousa e Pacajus foram os dois a mais recentemente chegar a 100% da capacidade. Reservatório cearenses monitorados pela Cogerh estão 36,1% do volume total possível, melhor marca desde 2013
14:57 | Abr. 28, 2022
Autor André Bloc
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André Bloc Editor-adjunto de Esportes
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Tipo Notícia

O Ceará chegou a 36 açudes sangrando, maior marca desta quadra chuvosa, segundo informações colhidas no Portal Hidrológico, da Companhia de Gestão dos Recursos Hidrícos (Cogerh), às 14h02min. O número foi atingido entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira, 28, quando dois reservatórios atingiram 100% da capacidade: Ayres de Sousa, em Sobral e Pacajus, em Chorizinho.

Com a atualização das últimas chuvas registradas pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o Estado acumula agora 36,1% da capacidade total dos 155 açudes monitorados pela Cogerh. A marca é um ponto percentual mais alta do que a do início da semana, que já era a melhor desde 2013.

 

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Além dos 36 açudes sangrando, a Cogerh contabiliza ainda outros sete com 90% ou mais de capacidade: Araras, em Varjota (o quarto maior do Estado); Taquara, em Cariré; Do Coronel, em Antonina do Norte; o Trapiá III, em Antonina do Norte; o Malcozinhado, em Cascavel; o Maranguapinho, em Maranguape (que já sangrou neste ano) e o São Domingos II, em Caririaçu.

Apesar da cifra relevante, mais de 23% dos reservatórios de tamanho significativo sangrando, a situação ainda não é confortável. Isso porque a maioria dos açudes com 100% da capacidade são de pequeno porte e porque as chuvas ainda são distribuídas de forma desigual. Enquanto a região hídrica do Acaraú está com 84,5% da capacidade de 1.719 hm³, a do Banabuiú padece com apenas 8,37% dos 2.682 hm³ possíveis.

Entre os três maiores açudes, apenas o Orós, segundo de maior parte, está próximo de metade da capacidade, com 47,65%, antes 20,89% do Castanhão e 8,45% do Banabuiú. O maior reservatório atualmente em sangria é o Pacajus, com 232 hm³ — 3,5% da capacidade total do maior açude do Brasil.

As chuvas de abril estão dentro da margem esperada para o mês no Ceará. A média histórica é de 188 mm e o Estado já atingiu 176,5 mm, segundo parcial das 13h47min da Funceme. A faixa desejável era a partir de 148,3 mm. Já março atingiu marcas acima do esperado, com acúmulo de 265,6 mm. Estes são os dois meses mais chuvosos do ano no Ceará.

Açudes sangrando atualmente no Ceará

  1. Acaraú Mirim (Massapê)
  2. Ayres de Sousa (Sobral)
  3. Jenipapo (Meruoca)
  4. São Vicente (Santana do Acaraú)
  5. Sobral (Sobral)
  6. Caldeirões (Saboeiro)
  7. Muquém (Cariús)
  8. Pau Preto (Potengi)
  9. Valério (Altaneira)
  10. Gangorra (Granja)
  11. Maranguapinho (Maranguape)
  12. Diamantino II (Marco)
  13. Angicos (Coreaú)
  14. Itaúna (Granja)
  15. Tucunduba (Senador Sá)
  16. Várzea da Volta (Moraújo)
  17. Frios (Umirim)
  18. Itapajé (Itapajé)
  19. Gameleira (Itapipoca)
  20. Mundaú (Uruburetama)
  21. Poço Verde (Itapipoca)
  22. Quandú (Itapipoca)
  23. Acarape do Meio (Redenção)
  24. Amanary (Maranguape)
  25. Aracoiaba (Aracoiaba)
  26. Batente (Ocara)
  27. Cauhipe (Caucaia)
  28. Gavião (Pacatuba)
  29. Germinal (Palmácia)
  30. Itapebussu (Maranguape)
  31. Pacajus (Chorozinho)
  32. Tijuquinha (Baturité)
  33. Junco (Granjeiro)
  34. Rosário (Lavras da Mangabeira)
  35. Ubaldinho (Cedro)
  36. Barragem do Batalhão (Crateús)

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