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Supostos chefes de esquema com falsas lotéricas no Pará são presos no Ceará

Grupo é suspeito de atuar nos estados do Ceará, Pará, Paraíba e Pernambuco. Ao todo, golpes superam a quantia de meio milhão de reais
18:07 | Set. 12, 2021
Autor Gabriel Borges
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Tipo Notícia

Uma ação conjunta entre as Polícias Civis do Ceará (PCCE) e do Pará (PCPA), realizada neste sábado, 11, resultou na prisão de mais três suspeitos de liderarem um esquema de lotéricas falsas no Pará. As prisões foram realizadas em Fortaleza e Aracati. Ao todo, 11 suspeitos de participarem do esquema já foram presos.

De acordo com a PCCE, o grupo possui atuações nos estados do Ceará, Pará, Paraíba e Pernambuco. Os três suspeitos presos ontem são: Antônio Lucas Almeida Rocha, de 18 anos, Dante Felippe Mucelli, de 46 anos, e Michael Christopher Smith Souza Abreu, de 25 anos, apontados na investigação como os chefes do esquema criminoso.

O grupo é suspeito de possuir envolvimento com a administração de falsas casas lotéricas nos municípios de Belém e Ananindeua, no Pará. Segundo a PCPA, a organização criminosa já prejudicou mais de 50 paraenses e causou um prejuízo superior a R$ 500 mil.

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Esta é a terceira fase da "Operação Foco", deflagrada pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), por meio dos agentes da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), da PCPA. De acordo com a Polícia, as investigações seguem em busca de outros participantes do grupo.

A PCCE informou que as diligências começaram na manhã do sábado, terminando com um dos suspeitos sendo capturado em uma pousada em Canoa Quebrada, no município de Aracati. Os outros dois homens, supostamente envolvidos no esquema, foram capturados em um hotel no bairro Aldeota, em Fortaleza.

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Com eles foram apreendidos documentos falsos, impressoras de lotéricas, aparelhos eletrônicos e uma quantia em dinheiro. No início de setembro, cinco pessoas deste mesmo grupo já haviam sido presas na primeira fase da "Operação Foco", nas cidades cearenses de Fortaleza, Beberibe e Horizonte. Poucos dias depois, mais três prisões foram realizadas.

De acordo com a Polícia, todos os suspeitos irão responder pelos crimes de dano qualificado, apropriação indébita, estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O líder da associação criminosa, que também foi capturado, é acusado de já ter aplicado um golpe bancário de R$ 100 mil ao utilizar documentos falsos para conseguir um empréstimo.

De acordo com o delegado municipal de Aracati, Wagner Luiz de Lima, no ato da prisão, Antônio Lucas Rocha confessou a autoria dos crimes.

“Há indícios de golpes praticados por eles nas cidades de Belém, Ananindeua (ambas no Pará), Patos (Paraíba) e em Olinda (Pernambuco), além de crimes em Horizonte, Beberibe, Fortaleza e em Itaitinga”, explicou Lima.

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Operação Foco

A operação realizada pelos policiais do Pará e do Ceará teve início ainda no mês de agosto, quando a PCPA identificou irregularidades em duas lotéricas abertas no Pará.

As investigações apontaram que os espaços onde os golpes eram aplicados foram fechados poucos dias após o início do funcionamento. Mesmo com pouco tempo funcionando, cerca de 50 pessoas foram vítimas da associação criminosa.

Neste fim de semana, cerca de 40 policiais civis participaram do cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.

Os levantamentos policiais apontam que um dos criminosos embolsou cerca de meio milhão de reais. A partir das prisões realizadas neste fim de semana, uma nova etapa de investigações se inicia com o objetivo de tentar recuperar os valores pagos por cidadãos paraenses.

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