Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Antibiótico está em falta em 13 estados e DF; Ceará garante abastecimento

O antibiótico de uso hospitalar Polimixina é o principal contra bactérias multirresistentes. Desabastecimento atinge hospitais públicos e particulares de 13 estados e o DF
17:19 | Jul. 29, 2021 Autor - Marcela Tosi Tipo Noticia

Diferentemente de 13 estados e o Distrito Federal, o Ceará tem mantido abastecimento regular do antibiótico de uso hospitalar Polimixina B. É o que afirma a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Também questionado o Conselho das Secretárias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE) afirma que até está quinta-feira, 29, não recebeu qualquer solicitação dos municípios sobre a dificuldade na aquisição desse medicamento.

O antibiótico costuma ser usado quando todos os demais falham contra as chamadas bactérias multirresistentes. Por isso, dificilmente há substituição para ele. No Brasil, cinco empresas têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar a Polimixina B injetável. Os laboratórios afirmam que houve um aumento na demanda e por isso, foi necessário prorrogar os prazos de entrega.

Segundo apuração do Jornal Hoje, da Rede Globo, dificuldades para a aquisição do antibiótico vêm acontecendo em hospitais públicos e privados desde maio. Diante do desabastecimento, pelo menos 11 pacientes teriam morrido por infecção hospitalar após terem sobrevivido à Covid-19.  

Em maio, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) comunicou à Anvisa "a preocupação da classe médica com o desabastecimento da Polimixina observada em todas as regiões brasileiras há vários meses”. A Sociedade pediu que os medicamentos fossem considerados prioritários para uso em serviços de saúde.

No mês seguinte, a Anvisa autorizou que o remédio seja importado de forma excepcional e temporária. Com essa liberação, alguns hospitais particulares têm comprado o antibiótico fora do Brasil. Conforme o Ministério da Saúde, não há compra centralizada da Polimixina B. Os gestores locais são responsáveis pela compra do antibiótico.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Covid-19: taxa de contaminação cai em presídios paulistas

Saúde
2021-07-29 16:53:16 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

O número de casos de covid-19 nos presídios de São Paulo caiu em julho deste ano, passando de 2.807 confirmações em agosto de 2020 para 24 neste mês, que ainda não se encerrou. A informação foi dada nesta quinta-feira (29) pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do estado.

Segundo a secretaria, os registros de covid-19 entre funcionários do sistema prisional também caíram, passando de 615 em abril deste ano, durante a segunda onda da pandemia, para 60 casos agora em julho.

Para a SAP, a queda no número de casos de covid-19 nos presídios paulistas foi possível graças ao avanço da vacinação. De acordo com a secretaria, foram vacinados em abril e maio últimos cerca de 30 mil profissionais da linha de frente dos presídios, bem como 69.116 das pessoas que estão presas.

A população carcerária de São Paulo é estimada em cerca de 216 mil pessoas.

Defensoria

Na semana passada, a Defensoria Pública de São Paulo obteve decisão liminar que obriga o governo paulista a adotar medidas para avançar com a vacinação entre os que estão nas unidades prisionais do estado.

Segundo a Defensoria, a vacinação da população carcerária ajuda a evitar contaminações e mortes em uma população que é considerada vulnerável pelas condições de aprisionamento, tais como a superlotação das unidades e a incapacidade de realizar o distanciamento social.

Em resposta, a SAP informou que a vacinação dos presos está ocorrendo de acordo com o Plano Estadual de Imunização que, neste momento, contempla as pessoas por faixa etária.

Conforme a secretaria, isso quer dizer que os detentos não tiveram prioridade de vacinação e estão sendo vacinados junto com população, em geral, de acordo com o que foi estabelecido no plano. No plano estadual, idosos foram os primeiros a ser vacinadas, seguidos pelas pessoas com comorbidades. Depois é que começou a vacinação por faixa etária de forma decrescente. Neste momento, São Paulo vacina pessoas com idade entre 28 e 30 anos.

Para a Defensoria, entretanto, a vacinação ocorre de forma lenta nos presídios, mesmo considerando a faixa etária que está sendo adotada para a população em geral. “Embora no estado todo as pessoas acima de 35 anos já estejam recebendo a vacina, das mais de 80 mil pessoas presas que já atingiram essa idade, apenas 18.102 tomaram o imunizante. Além disso, conforme verificou-se nas inspeções realizadas pelo Núcleo Especializado de Situação Carcerária em estabelecimentos prisionais durante a pandemia, havia também diversas pessoas idosas ou com comorbidades que ainda não tinham sido vacinadas”, informou o órgão.

Ainda segundo a Defensoria, 74 pessoas morreram de covid-19 nos presídios de São Paulo, a maior parte delas (39 pessoas) nos últimos cinco meses.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Ministério decide cancelar contrato para aquisição da vacina Covaxin

Saúde
2021-07-29 14:28:00 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

O contrato do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, será cancelado. A informação é dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Marcelo Queiroga (Saúde) que concederam entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29), no Palácio do Planalto, em Brasília.

A medida foi tomada depois que uma auditoria da CGU para analisar questões relativas à legalidade do processo de contratação e importação da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde demonstrou irregularidades em documentos apresentados pela Precisa Medicamentos. A empresa era representante do laboratório indiano no Brasil, na negociação com o ministério. De acordo com Wagner Rosário, foram detectadas suspeitas de fraudes em dois documentos.

Um deles, entregue pela Precisa à pasta, era supostamente uma procuração da Bharat Biotech autorizando a representante a concluir a negociação e venda do imunizante ao governo federal. Essa suposta adulteração seguirá para investigação da Polícia Federal.

"A posição do Ministério da Saúde acerca dos fatos apurados pela CGU será de cancelamento do contrato. Todavia, em face da própria lei das licitações, temos que notificar a empresa contratada para que ela apresente defesa nos autos, mas o objeto que era a contratação de vacinas foi perdido", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Durante apresentação do relatório da CGU, os ministros ressaltaram que foi empenhado R$ 1,6 bilhão, mas nenhum centavo chegou a ser gasto na compra da vacina. O valor, segundo Wagner Rosário, obrigatoriamente deve ser realocado para a compra de outro imunizante.

A CGU também negou irregularidades nas invoices - espécie de fatura de compras internacionais - que previam pagamento adiantado referente 4 milhões de doses. De acordo com Rosário, os erros foram corrigidos e as invoices não chegaram a ser encaminhadas ao setor de pagamentos da Saúde.

Preço

A auditoria apontou ainda que não há relação com possíveis casos de corrupção ou desvio de dinheiro com a compra da Covaxin. Não houve, segundo a CGU, oferta de preço inferior a US$ 15, por vacina.

“A primeira e única proposta é de US$ 15. Não existe contrato de US$ 10, mas uma reunião que comenta que tem alvo de produção de vacina que fique em torno de US$ 10. Assistimos à reunião gravada e em nenhum momento há oferta de preço de US$ 10. Em outra reunião e, oficialmente, por documentos, o preço fechado apresentado sempre foi US$ 15. As contratações hoje a nível mundial são entre US$ 15 e US$ 18”, destacou Wagner Rosário.

A análise da CGU confirma a versão apresentada por Emanuela Medrades, da Precisa, em depoimento à CPI da Pandemia do Senado. A CGU também descartou que o valor acordado tenha sido 1.000% maior do que o anunciado inicialmente pela Bharat Biotech.

Doses

Sobre a quantidade de doses, a oferta inicial da empresa foi de 12 milhões, mas as negociações avançaram para 20 milhões. Em relação aos prazos, não houve, segundo a CGU, celeridade indevida no processo.

Histórico

Produzido pelo laboratório indiano Bharat Biotech, o imunizante foi oferecido ao governo federal pela Precisa Medicamentos, então representante da farmacêutica no Brasil. O contrato da Covaxin se tornou alvo da CPI da Pandemia no Senado e do Ministério Público Federal, depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram “pressão atípica” dentro da pasta pela celeridade na compra da vacina.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Maioria das vítimas de tráfico de pessoas é negra, mostra relatório

Justiça
2021-07-29 14:27:00 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

Dados do Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas mostram que 72% das vítimas desse tipo de crime no Brasil é negra. A taxa leva em consideração as pessoas atendidas nos Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e em postos do Ministério da Saúde.

O relatório, que abrange o período entre 2017 e 2020, foi apresentado nesta quinta-feira (29), véspera do Dia Mundial e Nacional de Combate ao Tráfico de Pessoas, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O material foi elaborado em parceria com o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc).

Em sua terceira edição, esta é a primeira vez que o relatório traz o recorte por raça. De acordo com o levantamento, entre as possíveis vítimas de tráfico de pessoas que foram atendidas exclusivamente no sistema de saúde, 37,2% são crianças.

Segundo o estudo, de 2017 a 2020 foram catalogadas 1.811 vítimas com idade entre 18 e 59 anos pelos centros de referência especializados de assistência social (Creas). No sistema de saúde, foram contabilizadas 615 vítimas potenciais.

Já pelo Disque 180 foram recebidas 388 denúncias no período, 61% das quais relacionadas à exploração sexual. No Disque 100, entre 2017 e 2019 foram contabilizadas denúncias referentes a 79 vítimas, entre as quais, 45 para fins de exploração sexual, 21 relacionadas ao trabalho em condições análogas à escravidão, 11 por adoção ilegal e duas para remoção de órgãos.

O Ministério Público do Trabalho (MPT), por sua vez, contabilizou 15.857 aliciamentos entre 2017 e 2020, a maioria (14,80%) no estado de São Paulo, seguido por Minas Gerais (14,52%).

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse, contudo, que ainda é necessário combater a subnotificação de casos, “consequência do receio ou vergonha das possíveis vítimas em denunciar os casos de tráfico de pessoas”.

“Estamos trabalhando em parceria com os estados, instituições públicas e a sociedade civil para esclarecer aos cidadãos os possíveis riscos que possam torná-los vítimas do tráfico humano, sejam promessas de trabalho fáceis e lucrativas ou a entrega de passaportes e demais documentos a terceiros que possam retê-los em outros países”, disse o secretário nacional de Justiça, Cláudio de Castro Panoeiro, segundo o texto divulgado pela pasta.

Acordos

Nesta quinta, o Ministério da Justiça firmou dois acordos de cooperação técnica para combater o tráfico de pessoas. Um deles, em parceira o Ministério da Cidadania, prevê a capacitação sobre o atendimento a potenciais vítimas desse tipo de crime.

Os cursos serão destinados a profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que engloba os Creas e os centros de referência de assistência social (CRAS).

Uma segunda iniciativa, junto ao Ministério da Saúde, prevê a capacitação de gestores e servidores, bem como a elaboração de pesquisas sobre a situação de saúde das vítimas, e campanhas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), voltadas para a sensibilização sobre o tráfico de pessoas.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Covid-19: Brasil deve receber 69,4 mi de doses de vacinas em setembro

Saúde
2021-07-29 12:38:00 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

O Ministério da Saúde deve receber, em setembro, 69,4 milhões de doses de vacina covid-19. Com essa projeção, a expectativa é que mais de 132,7 milhões de doses sejam entregues pelos laboratórios contratados nos próximos dois meses.

No mês de agosto, a previsão do ministério é de 63,3 milhões de vacinas.

Para o Ministério da Saúde, a previsão coloca o Brasil no caminho para cumprir a meta de que toda população brasileira acima de 18 anos esteja vacinada com a primeira dose da vacina contra covid-19 em setembro.

De acordo com o ministério, até o momento, 98,3 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da vacina. O número representa 61,4% da população vacinável, estimada em 160 milhões de pessoas. Foram distribuídas 176,2 milhões e, dessas, mais de 137 milhões foram aplicadas, sendo 98 milhões de primeira dose e 39 milhões da segunda dose ou dose única.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Covid-19: Eficácia de vacina da Pfizer cai para 84% após seis meses, aponta estudo

Terceira dose
2021-07-29 11:27:00 Autor Levi Aguiar Tipo Noticia

A eficácia da vacina Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech caiu de 96% para 84% em seis meses, de acordo com uma pesquisa que avalia a necessidade de uma terceira dose do imunizante. As informações foram divulgadas na última quarta-feira, 28, na STAT News, site americano de notícias voltadas para a saúde.

Os dados sugerem que a vacina foi 91% eficaz em geral na prevenção da Covid-19 ao longo de seis meses. A pesquisa foi divulgada em um formato preprint e ainda não foi revisada por cientistas externos.

LEIA MAIS | Ceará tem 22% da população adulta imunizada contra a Covid-19

Variante Delta se espalha na China e chega a Pequim

Paul Offit, pediatra e especialista em vacinas do Hospital Infantil da Filadélfia, afirmou ao STAT News que os resultados são "muito tranquilizadores", pois a necessidade potencial de doses de reforço está ligada ao número de pessoas totalmente vacinadas que desenvolvem doença grave. Esse número foi de apenas 3% após seis meses, sugerindo que duas doses da Pfizer oferecem proteção adequada.

Para a pesquisadora de bioestatística da Emory University, Natalie Dean, os dados apontam para duas possibilidades: ou a eficácia da vacina contra doenças leves está diminuindo ligeiramente ou o surgimento de novas variantes virais a fez parecer menos eficaz.

“É algum tipo de declínio modesto, mantendo a perspectiva de que esse número ainda é alto”, afirmou. Ela também enfatizou que à medida que mais dados são coletados, a vacina continua eficaz na prevenção de doenças graves.

O estudo em andamento envolveu cerca de 44.000 voluntários. A imunização atingiu um pico de mais de 96% dentro de dois meses após a vacinação e caiu para 84% após seis meses. A eficácia do imunizante na prevenção de qualquer infecção por Covid-19, incluindo as que causam apenas sintomas leves, pareceu diminuir em média 6% a cada dois meses. 

Já contra formas graves da doença, que incluem pessoas com baixos níveis de oxigênio no sangue ou que precisam ser hospitalizadas, a eficácia geral da vacina foi de 97%. O artigo deixa em aberto a possibilidade de que doses de reforço possam eventualmente ser necessárias para reduzir as infecções. 

Segundo informações divulgadas pela Pfizer, a vacina contra a Covid-19 da empresa aponta para 95% de eficácia, com esquema de duas doses, num intervalo de 21 dias entre as doses.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags