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No Ceará, 62,8% dos motoristas e passageiros utilizam algum equipamento de segurança no trânsito

O dado é da Pesquisa Nacional em Saúde realizada em 2019 pelo IBGE. Uso tende a ser menor conforme mais jovem for a pessoa
10:00 | Mai. 07, 2021
Autor Marcela Tosi
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Marcela Tosi Repórter de Cotidiano
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Tipo Notícia

Cerca de seis a cada dez adultos que estão no trânsito no Ceará utilizam algum equipamento de segurança. Em geral, as maiores proporções do uso de cinto de segurança e capacete estão entre homens e pessoas acima de 60 anos. É o que apontam dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, realizada pelo (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira, 7.

Os dados indicam que a adesão ao cinto de segurança se tornou um hábito entre motoristas e passageiros que viajam no banco da frente do carro. Isso porque 70,6% dos entrevistados afirmaram sempre usar o equipamento quando estão no banco da frente.

Entretanto, esse cuidado deve ser extensivo aos passageiros que utilizam o banco traseiro. No Estado, a proporção de pessoas que sempre usam cinto de segurança no banco de trás quando andam de automóvel (inclusive táxi, aplicativos de transporte e similares) foi de 53,3%. É a menor entre todas as categorias analisadas.

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Francisco Cândido, 43, é motorista de aplicativo há seis anos e conta que percebe esse “descuido dos passageiros” no dia a dia. “Sempre estou de cinto, mas não é raro ver motoristas sem e menos ainda os passageiros. Muitos entram e parecem que nem percebem que existe cinto”, relata. “Sei que tem muitos motoristas que nem tiram os cintos debaixo do banco traseiro, mas eu sempre confiro e tento pedir aos passageiros que usem. É uma segurança para mim, por causa de multa, mas principalmente para eles. Mesmo que a gente dirija com cuidado, sempre tem o risco, né?”

Entre motociclistas, o uso de capacetes parece mais disseminado entre aqueles que estão na garupa. Dos entrevistados, 63% afirmaram utilizar capacete enquanto dirigem e 64,3% quando são passageiros.

Para o entregador de água Mailton Santos, o calor é uma das dificuldades de usar capacete. “O hábito também é um fator. A gente usa moto para coisas rápidas perto de casa e acaba se acostumando a sair sem. Mas quando estou no trabalho, sempre uso”, afirma. “Quando levo minha esposa ou meu filho, insisto para eles usarem. Às vezes esqueço o meu, mas o deles é sempre na cabeça.”

A pesquisa do IBGE traz ainda alguns recortes populacionais. Ao analisar por faixas etárias, aqueles com idade igual ou superior a 60 anos tendem a estar mais seguros: estão em maior proporção tanto no uso de cinto de segurança, quanto no de capacetes. A exceção está nas situações em que são passageiros em motocicletas.


Já em relação ao sexo, homens tendem a ser mais cuidadosos. A proporção de uso dos equipamentos de segurança no trânsito é ligeiramente maior entre eles. A exceção se dá quanto ao uso do cinto no banco da frente, ocasião em que elas relatam estra mais prevenidas. 

O levantamento considerou as respostas de pessoas com 18 anos ou mais que, em 2019, afirmaram dirigir automóveis ou motocicletas.

Acidentes de trânsito

 

Em 2019, 3,9 milhões de brasileiros relataram ter sofrido algum acidente de trânsito com lesões corporais nos 12 meses anteriores à entrevista. A motocicleta foi o principal meio de transporte na ocasião do acidente, representando 59,5% dos casos. Em seguida está o automóvel (representando 31,0% dos casos) e outros meios de transporte, como bicicleta, ônibus ou caminhão (9,5%). Não foram apresentadas informações individualizadas por estado.

Das pessoas que se envolveram em acidentes com lesão, 48,2% deixaram de realizar atividades habituais. O Nordeste desponta como a região com maior proporção de pessoas que tiveram impedimentos no cotidiano devido a algum acidente no trânsito (52,6%).

Além disso, 579 mil pessoas tiveram alguma sequela física permanente em decorrência do acidente, sendo a maioria (63,3%) homens.

Em todo o País, conforme dados do Ministério da Saúde, as lesões no trânsito representam a segunda maior causa de morte de jovens de 15 a 29 anos de idade, resultando em mais de 30 mil mortes em 2019.

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