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Ceará
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Vila militar da Borges de Melo começa a ser demolida e receberá Centro de Segurança

O espaço arborizado foi repassado para uso da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e o imóveis darão lugar ao complexo de segurança do Estado. Governo do Estado informou que a atual intervenção prevê apenas a remoção das estruturas de alvenaria, sem corte das árvores

Gabriela Almeida
21:32 | 08/11/2020
Casas começaram a ser demolidas  (Foto: WhatsApp)
Casas começaram a ser demolidas (Foto: WhatsApp)

O conjunto de residências de oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) localizado na avenida Borges de Melo, em Fortaleza, começou a ser demolido nessa semana. O processo ocorre após a União ter cedido o terreno onde os imóveis se encontram para o Governo do Ceará - conforme publicado no Diário Oficial do Estado de 5 de outubro (página 7). O espaço deverá ser parte do Centro Integrado de Segurança Pública do Estado (Cisp). A intenção é unir no mesmo espaço as sedes da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), da Polícia Civil e da Polícia Militar, que já funciona próximo dali, na avenida Aguanambi, e que deverá ser parte do complexo.

As residências militares estavam esvaziadas há cerca de oito meses, devido à redução do contingente de militares presentes na Base Aérea de Fortaleza (BAFz). O Governo do Ceará se encontrava em negociação pelo terreno desde o ano passado, conseguindo agora a Cessão de Uso Gratuita da área.

De acordo com informações da Casa Civil, o espaço onde os imóveis se localizam é destinado a projeto comandado pela Superintendência de Obras Públicas do Estado (SOP).

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"A demolição prevê a remoção apenas de estruturas de alvenaria, no terreno localizado ao lado do Comando Geral da Polícia Militar, desde o cruzamento entre as avenidas Borges de Melo e Aguanambi até vizinho ao prédio da Polícia Federal", destacou ainda a superintendência em nota enviado ao O POVO, quando questionada sobre as árvores que compõe o local.

O posicionamento do complexo é estratégico, uma vez que o equipamento ficará próximo a outros terrenos adquiridos pela SSPDS. Procurada, a pasta afirmou que só poderia repassar informações durante o "expediente administrativo" e não deu mais detalhes sobre a obra.