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Ceará
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Policiais militares amotinados querem diálogo com governador Camilo Santana, afirma Soldado Noelio

Em entrevista ao O POVO, o deputado diz que uma comitiva vinda de Brasília aguarda por uma reunião com o governador Camilo Santana

11:17 | 20/02/2020
Viaturas da PM paradas na rua do 18º Batalhão de Policiais Militares, no bairro Antônio Bezerra.
Viaturas da PM paradas na rua do 18º Batalhão de Policiais Militares, no bairro Antônio Bezerra. (Foto: Rubens Rodrigues)

Policiais militares do Ceará continuam amotinados no 18º Batalhão da PM na manhã desta quinta-feira, 20, no bairro Antônio Bezerra. Do lado de fora do batalhão, havia carros da PM, dos Bombeiros e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

Uma das lideranças da paralisação, deputado estadual Soldado Noelio (Pros), único  conversar com O POVO, afirma que os amotinados desejam dialogar com o governador Camilo Santana (PT) sobre as demandas da tropa. Em entrevista ao O POVO no 18º Batalhão de PM, Noelio reforçou que apenas Camilo pode resolver a crise.

Segundo ele, a reunião que o deputado federal Capitão Wagner (PROS) tentou que acontecesse na quarta-feira, 19, com o governador Camilo Santana, deverá ocorrer nesta quinta. A comitiva que acompanharia o Capitão, pré-candidato a prefeito de Fortaleza, é composta por deputados do Amazonas, Rio de Janeiro e um membro do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH). Ainda, o senador Eduardo Girão (Podemos) estaria a caminho de Fortaleza.

Noelio defende que o fim da paralisação depende da decisão do governador do Estado “sentar para resolver o problema”. “Estamos esperando o Governo do Estado demonstrar que ele é o governo do diálogo.”

Ainda, apesar de o deputado reconhecer o papel de "mediação da Assembleia", ele critica a instituição por “jogar lenha na fogueira” e ameaçar investigar as associações de entidades policiais. Uma CPI foi protocolada na Assembleia Legislativa, nessa quarta-feira, 19, para investigar associações militares. 

Pela legislação brasileira, policiais militares estão proibidos de formar sindicatos. Entretanto, Soldado Noelio reforça que as associações são mantidas com o salário dos próprios agentes no intuito de oferecerem atendimento especializado de psicólogos, dentistas, fisioterapeutas e até advogados. “Soa muito mais a uma tentativa de intimidação do movimento”, analisa.

Com informações de Rubens Rodrigues.