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Ceará
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Após início das remoções, famílias estão abrigadas no Santuário Mãe Rainha

O complexo é mantido pela Diocese de Tianguá e abriga, até o momento, 42 pessoas das comunidades ribeirinhas próximas ao açude Grangeiro

12:14 | 17/03/2019
A remoção é justificada pela realização das obras de abertura de um novo sangradouro para o açude Granjeiro
A remoção é justificada pela realização das obras de abertura de um novo sangradouro para o açude Granjeiro

Parte das famílias que moram ao longo do rio Jaburu, no município de Ubajara, foram removidas desde a noite do último sábado, 16, para o Santuário Mãe Rainha. O complexo é mantido pela Diocese de Tianguá e abriga, até o momento, 42 pessoas das comunidades ribeirinhas. Conforme nota emitida pelo Corpo de Bombeiros, a remoção tem caráter preventivo por causa de risco de rompimento da barragem Granjeiro, que é particular. A corporação informou que mais de 250 famílias já deixaram a região.

“Tivemos ajuda de prefeituras de Ibiapina e Tianguá, que ajudaram com ambulâncias e carros de som, explicando a importância de sair desses locais", informou Jairo Barreto, secretário da Assistência Social de Ubajara. Ainda de acordo com ele, a Diocese de Tianguá cedeu, ontem, o espaço para abrigar essas pessoas que começaram a sair e não tinham outro local pra ficar. O santuária fica na estrada que liga Ubajara a São Benedito, no bairro São Sebastião.

De acordo com Jairo, a capacidade máxima do local é de 150 pessoas. Ele diz que muitas famílias preferiram se abrigar na casa de seus familiares em outras regiões do Município. “A gente estima que 30% (dos ribeirinhos) ainda não tenham deixado suas casas”, aponta. De acordo com o secretário, ainda se encontra muita resistência por parte dos moradores e por isso ele conta que os trabalhos de conscientização têm se intensificado nestes locais. O prefeito da Cidade, Renê Vasconcelos, reforçou, na manhã deste domingo, 17, o apelo para que as famílias deixem suas casas.

Jairo também afirma que a Prefeitura de Ubajara tem disponibilizado material de higiene pessoal para os moradores abrigados no santuário, além de alimentação e assistência de saúde, com atendimento de enfermeiros e técnicos de enfermagem. “E, mesmo sem a gente pedir, muitas doações vêm chegando”, conta.

Morador da localidade da Cachoeira do Boi Morto, Ednilson Pereira, 25, é um dos que optaram por buscar abrigo no santuário, chegando ao local à noite com a esposa gestante. “Espero que dê tudo certo. Vamos pedir força a Deus e que voltemos logo pra nossa casa em paz”, projetou.

Antonio Gomes, 41, também está abrigado. Ele chegou ao santuário no fim da noite trazendo a esposa e os filhos - um deles tem 8 anos. “Eu tomei a decisão em cima da hora, por caso de segurança. Fiquei muito preocupado em dar tranquilidade pra minha família. E aqui a gente tá sendo bem acompanhado”, conta.

O trabalho de realojamento das famílias "é de caráter preventivo e se justifica pela etapa atual das obras de abertura de um novo sangradouro para o açude Granjeiro, localizado entre Ubajara e Ibiapina", informaram os Bombeiros.

Redação O POVO Online