Prisão de suspeito de planejar ataque em show de Lady Gaga é revogado

Prisão de suspeito de planejar ataque em show de Lady Gaga é revogado

Homem seguirá respondendo em liberdade com medidas cautelares. Ele havia sido preso em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre

A Justiça do Rio Grande do Sul revogou neste sábado, 10, a prisão preventiva de um homem investigado por supostamente ter participado do planejamento de um atentado com explosivos que seria realizado durante um show da cantora Lady Gaga, no Rio de Janeiro. Ele foi preso e o ataque não aconteceu.

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O suspeito foi preso em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante uma operação da Polícia Civil. Inicialmente detido em flagrante por posse irregular de armas de fogo, ele chegou a ser liberado após pagamento de fiança, mas voltou à prisão posteriormente por ordem judicial, sob acusação de terrorismo.

Decisão considera ausência de provas diretas no processo principal

Na decisão que determinou a liberdade do investigado, o juiz Jaime Freitas da Silva afirmou que, até o momento, o homem não foi incluído formalmente como réu ou parte do processo que apura o atentado no Rio de Janeiro.

A única ligação direta apontada pela investigação até agora seria o fato de que o endereço de IP associado a ele aparece vinculado ao suposto mentor do ataque. Um IP funciona como um endereço de identificação para dispositivos conectados à internet.

De acordo com a Justiça, relatórios técnicos preliminares produzidos pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público sugerem que o IP do investigado pode ter sido clonado, o que poderia indicar que outra pessoa teria utilizado a conexão para fins criminosos.

Homem responderá em liberdade com restrições

Com a revogação da prisão, o investigado poderá acompanhar o andamento do processo em liberdade, desde que cumpra medidas cautelares impostas pela Justiça:

  • Apresentação bimestral no fórum da comarca onde reside para justificar atividades;
  • Comunicação obrigatória em caso de mudança de endereço ou telefone;
  • Proibição de deixar a cidade onde mora por mais de 15 dias sem informar previamente a Justiça.

O juiz considerou ainda que, embora exista a suspeita de que uma das armas apreendidas com o investigado tenha numeração raspada, ele não possui antecedentes criminais e não é alvo direto do inquérito no Rio de Janeiro, o que justificaria o cumprimento da pena em liberdade até que novas provas sejam apresentadas.

Plano de atentado era tratado como “desafio” em redes sociais

A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que o ataque estava sendo organizado em redes sociais como uma espécie de “desafio” violento, com a intenção de promover atentados com explosivos improvisados, como coquetéis molotov, contra grupos específicos, incluindo crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+.

Além disso, os envolvidos estariam buscando recrutar adolescentes para participar das ações criminosas, em um processo de radicalização alimentado por discursos de ódio, automutilação, pedofilia e a disseminação de conteúdo violento na internet.

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