Após subornar a polícia, traficante cria estrutura de lipoaspiração domiciliar no Complexo do Alemão

Após subornar a polícia, traficante cria estrutura de lipoaspiração domiciliar no Complexo do Alemão

Há 5 anos sem deixar o complexo, Phillip da Silva Gregório, o Professor, já fez lipoaspiração, retirou estilhaços de bala da cabeça e organizou bailes funks

Phillip da Silva Gregório, conhecido como o Professor, aos 37 anos, comanda a compra de armas e drogas de uma facção no Complexo do Alemão, conjunto de 13 favelas na zona norte do Rio de Janeiro.

Em sua atuação como chefe do tráfico, Phillip ficou conhecido pelo esquema criminoso no qual fornece propina para equipes de policiais, a fim de que não sejam realizadas operações em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio.

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De acordo com informações policiais divulgadas no portal G1, ele não deixa a comunidade há 5 anos, temendo ser preso. Em função disso, o traficante montou, dentro de casa, uma estrutura para fazer tratamento dentário, implante de cabelo e lipoaspiração.

Foragido há mais de 6 anos e apontado como o terceiro homem mais relevante do Comando Vermelho fora do sistema penitenciário, na comunidade, o Professor construiu uma casa com piscina e hidromassagem.

Do local, ele tem uma ampla visão da região da Fazendinha. Em ligação interceptada pela Polícia Federal, o criminoso chegou a comemorar a obra durante um telefonema para um traficante que está no Paraguai: “E aumentei a laje. Comprei a casa do lado e botei uma piscina e uma hidro maior.”

Em casa, o Professor chegou a receber visitas de uma médica para atendimentos. Mesmo após as consultas, ele buscou outros profissionais para implante capilar e até lipoaspiração. No local, o traficante ainda passou por uma cirurgia para retirada de estilhaços de bala da cabeça.

Em 16 de janeiro de 2022, o criminoso escreveu para um comparsa dizendo que não estava com muita energia devido à cirurgia. "Eu fiz uma cirurgia, não te falei. Tirei um estilhaço de bala que tava na minha cabeça um tempão", escreve o Professor.

Para além do tráfico, Professor tem postura assistencialista no Complexo do Alemão

Em março de 2015, o Professor foi preso em um sítio em Seropédica, na Baixada Fluminense. Os agentes da PF identificaram que o local era utilizado para receber drogas, armas e munições adquiridas pela quadrilha, com um dos cômodos contendo mais de 100 quilos de cocaína.

Interceptações telefônicas posteriores, com autorização judicial, mostraram que, em 15 dias, o Professor chegou a movimentar R$ 1 milhão ao negociar drogas ou armas.

 Segundo a Polícia Federal, ele usa os lucros do tráfico para adquirir boa parte das pistolas e fuzis para a facção, ao mesmo tempo em que mantém postura assistencialista no trato com a comunidade.

Entre suas práticas estão a distribuição de brinquedos para crianças no Dia das Crianças e no Natal, a compra de remédios para moradores e o financiamento de bailes funks e pagodes.

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