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Brasil
NOTÍCIA

Caso Henry: babá volta atrás e diz que Monique pediu que ela mentisse à Polícia

Thayná disse ainda que a empregada da casa, Leila Rosângela, a Rose, também mentiu

09:07 | 13/04/2021
Henry e a babá (Foto: Reprodução)
Henry e a babá (Foto: Reprodução)

A babá de Henry Borel, Thayná Oliveira Ferreira, confessou que mentiu em seu primeiro depoimento prestado à polícia a pedido de Monique Medeiros, mãe da criança. Em mais de sete horas de depoimento nessa segunda-feira, 12, no 16º DP do Rio de Janeiro, ela admitiu que sabia das agressões e que Monique pediu que ela mentisse há duas semanas.

Segundo informações do G1, Thayná disse ainda que a empregada da casa, Leila Rosângela, a Rose, também mentiu. A polícia sabe que no dia 12 de fevereiro, quando o vereador Dr. Jairinho (expulso do Solidariedade) teria agredido o menino no final da tarde, as duas estavam dentro do apartamento.

Naquela tarde Thayná mandou mensagens para Monique relatando as agressões, reveladas pelo próprio Henry, depois que saiu do quarto de Dr. Jairinho. O menino disse à babá que o padrasto o pegou pelo braço, deu uma rasteira e o chutou.

No dia seguinte, 13 de fevereiro, Monique levou o filho ao Real D'Or, unidade pediátrica em Bangu, Zona Oeste da cidade. Contudo, não há menção a essa ida ao hospital nos depoimentos de Monique, de Jairinho ou da babá.

Relembre o Caso Henry

 

- Henry foi levado ao hospital na madrugada de 8 de março. Ele estava no apartamento em que Monique, mãe do garoto, vivia com Dr. Jairinho;

- Os dois alegaram que o menino sofreu um acidente, ao cair da cama, e que o encontraram "desacordado e com os olhos revirados e sem respirar";

- Dr. Jairinho pressionou o hospital para liberar o corpo sem que fosse para perícia no IML;

- No dia seguinte ao enterro do filho, Monique, a mãe da criança, passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca;

- Os laudos da necropsia de Henry e da reconstituição no apartamento do casal afastam a hipótese de acidente;

- O documento informa que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática [no fígado] causada por uma ação contundente [violenta];

- Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado;

- A polícia diz que, semanas antes de ser morto, Henry passou por pelo menos uma sessão de tortura com chutes e tapas cometidos por Jairinho. A mãe, Monique, sabia do ocorrido;

- 17 testemunhas foram ouvidas no inquérito que apura o caso. Prestaram depoimento familiares, vizinhos e funcionários do casal;

- Em depoimento, uma ex-namorada de Jairinho relatou que ela e a filha sofreram agressões por parte do vereador;

- Os celulares e laptops dos dois (do vereador e da professora) e de Leniel Borel, pai do garoto, foram apreendidos e passam por perícias;

- Nesta quinta, 8 de abril, Dr. Jairinho e Monique foram presos temporariamente, suspeitos de tentar atrapalhar as investigações;

- Mensagens entre babá e mãe comprovam que Monique sabia das agressões pelo menos desde 12 de fevereiro;

- Seis dias depois de saber das agressões pela babá, Monique relatou à prima pediatra que Henry chegava a vomitar e tremer quando via Jairinho;

- Laudo dos peritos descarta queda acidental e encontra 23 lesões no corpo do menino.