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Em "plebiscito" da família, Bolsonaro vota a favor da mãe ser vacinada contra Covid-19

Em 2020, o presidente também apontou que, caso a mãe contraísse Covid-19, ele autorizaria o uso de hidroxicloroquina, mesmo sem comprovação científica de eficácia

Leonardo Igor
10:38 | 09/02/2021
Bolsonaro e sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 93 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Bolsonaro e sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 93 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou na segunda-feira, 8, ser a favor de vacinar a mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, contra a Covid-19. Segundo o próprio presidente, ele teria votado ‘sim’ durante uma discussão entre os cinco irmãos Bolsonaro para decidir se a matriarca da família, de 93 anos, deveria receber o imunizante.

"Estamos preocupados. Hoje meus irmãos decidiram, estão votando aqui se a minha mãe vai ser vacinada ou não com 93 anos de idade. Eu já dei [meu voto] lá, votei sim. Com 93 anos ser vacinada mesmo com uma vacina aí, não está comprovada cientificamente", contou o presidente ao programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes.

Em inúmeras ocasiões, Bolsonaro afirmou que tanto não vai tomar vacina quanto não fará com que sua aplicação seja obrigatória no País. Ao dizer que “não está comprovada cientificamente”, Bolsonaro ignora a aprovação, baseada em dados científicos, dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a dois imunizantes no Brasil.

Tanto as vacinas CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, quanto a Oxford/Astrazeneca, desenvolvida pela Fiocruz em parceria com os britânicos, foram aprovadas pela agência regulatória cujo diretor, Antônio Barra Torres, foi indicado por Bolsonaro.

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Ao longo da pandemia, Bolsonaro volta e meia se referiu à mãe como exemplo de pessoa vulnerável que poderia morrer se contraísse a doença causada pelo coronavírus. Em maio de 2020, inclusive, disse que autorizaria a mãe a receber hidroxicloroquina caso ela tivesse Covid-19. O remédio é amplamente defendido por Bolsonaro como uma alternativa de tratamento à enfermidade, embora, neste caso sim, não exista comprovação científica de eficácia.