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NOTÍCIA

Caso Marielle: Bombeiro preso teria dado sumiço em celular antes da Polícia Civil chegar

O bombeiro teria cedido o carro para o descarte de armas de Lessa, no dia seguinte à prisão do PM, em março do ano passado

10:29 | 12/06/2020
Suel seria o braço direito de Ronnie Lessa, acusado de atirar na noite do crime (Foto: Reprodução)
Suel seria o braço direito de Ronnie Lessa, acusado de atirar na noite do crime (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil não encontrou o celular pessoal do sargento do Corpo de Bombeiro, Maxwell Simões Corrêa, preso na última quarta-feira, 10. Os investigadores acreditam que ele tenha dado um "sumiço" no objeto pouco antes dos polícias chegarem no imóvel. O telefone é considerado importante nas investigações. Conhecido como Suel, é apontado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como cúmplice do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado das mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes

As informações são do Jornal O Globo.

O bombeiro teria cedido o carro para o descarte de armas de Lessa, no dia seguinte à prisão do PM, em março do ano passado e é apontado como braço direito. As armas estavam no apartamento em nome da esposa de Lessa, Elaine Lessa, e foi movido por outros três suspeitos. Entre o armamento, que, segundos as investigações, foi descartada no mar da Barra da Tijuca, estaria a metralhadora HK MP5 usada no crime.

No dia de sua prisão, o bombeiro demorou para atender a porta, o que para os investigadores, seria tempo para se desfazer de provas. A porta foi arrombada, mas, mesmo após três horas na procura, o telefone não foi encontrado. Sob a mira da polícia, Suel estava sendo monitorado e estava fazendo uso intenso do aparelho. 

Ele teria um telefone exclusivo para gerenciar possíveis negócios ilícitos, como a exploração dos serviços de comunicação (TV a cabo e internet)clandestinos nas zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. Os agentes apuram também de onde vem o dinheiro do bombeiro, que está sendo investigado também por lavagem de dinheiro. Suel foi preso em uma mansão avaliada em quase dois milhões de reais e tinha na garagem uma BMW de R$ 172 mil.

A defesa nega que Suel tenha enriquecido de maneira ilegal. O advogado negou que Suel seja miliciano e afirmou que ele teria outras formas de renda, inclusive declaradas. Ele disse ainda que deve apresentar nos próximo dias um habeas corpus para o cliente.