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NOTÍCIA

Caso Marielle: Polícia e MP cumprem mandados de busca e prisão no Rio; sargento do Corpo de Bombeiros é preso

O agente seria o braço direito de Lessa, apontado como executor de Marielle e do motorista Anderson Gomes

10:50 | 10/06/2020
Marielle Franco foi morta junto de seu motorista Anderson Gomes em 2018, após sair de um evento.  (Foto: Divulgação)
Marielle Franco foi morta junto de seu motorista Anderson Gomes em 2018, após sair de um evento. (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil cumprem na manhã desta quarta-feira, 10, um mandado de prisão e outros de brusca e apreensão em dez locais da capital fluminense para o caso do assassinato da veadora Marielle Franco. A Operação Submersus 2 está focada em encontrar em usar as armas usadas pelo PM reformado Ronnie Lessa, acusado de executar o crime. As informações são do G1 e do Uol.

Na ação, o sargento Maxwell Simões Corrêria, 44, foi preso por suspeitas de ocultar o material usado no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Conhecido como Suel, ele foi preso em uma mansão de três andares, avaliada em R$ 1,9 milhão, em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Uma BMW X6,na faixa de R$170 mil, também foi apreendida no local.

Suel seria o braço direito de Lessa, que está preso desde março de 2019. Segundo o Ministério Público, o sargento "atrapalhou de maneira deliberada" as investigações do caso. A suspeita é que o papel de Maxwell tenha sido dar um veículo para esconder o "vasto arsenal bélico", entre os dias 13 e 14 de março de 2019. Posteriormente, o veículo teria sido descartado em alto-mar na Barra da Tijuca.

Suel seria o braço direito de Ronnie Lessa, acusado de atirar na noite do crime
Suel seria o braço direito de Ronnie Lessa, acusado de atirar na noite do crime (Foto: Reprodução)

Maxwell ostentava vínculo de amizade com os acusados dos crimes e com os denunciados Josinaldo Lucas Freitas e José Márcio Mantovano", diz o MP, em nota. A ação foi executada por policiais da Delegacia de Homicídios e por promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com da Corregedoria da PM e do Serviço Reservado dos Bombeiros. A decisão foi proferida pelo Juízo da 19ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

A operação

Deflagrada em outubro de 2019, a Operação Submersus já prendeu outros quatro pessoas. Elaine Lessa, mulher de Ronnie e que dona do apartamento onde as armas estavam; Márcio Montavano, conhecido como Márcio Gordo, que teria tirado as caxias de armas de dentro do apartamento de Ronnie e Elaine Lessa; Bruno Figueiredo, irmão de Elaine e suspeito de ajudar Márcio no descarte; e Josinaldo Freitas, o Djaca, supostamente responsável por ter jogado as armas no mar.

O grupo realizam uma plano para mover as armas de um apartamento no Pechinca, na Zona Oeste do Rio, até o mar da Barra da Tijuca.

Suel já estava na mira da investigação

O sargento já havia sido chamado para prestar depoimento na Delegacia de Homicídios, no caso Marielle. Na data, ele afirmou conhecer Lessa há sete anos, mas explicou que no dia da morte da vereadora do motorista levou a mulher ao médico, no bairro Botagofo.

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Segundo ele, chegou à Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, entre 20h30 e 21h. A antena de seu celular comprovou a afirmativa que ele não estava envolvido na noite da morte da vereadora. Marielle foi morta a tiros na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, Região Central do Rio, por volta das 21h30.

Mesmo assim, o agente foi investigado e teve a digital comparada com fragmentos encontrados no local da execução. Seu nome estava junto do de Lessa denúncia anonima em que desencadeou a investigação em cima do sargento reformado da PM.