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Brasil
NOTÍCIA

Porteiro que citou Bolsonaro não é o mesmo que autorizou a entrada de Élcio de Queiroz, afirma perícia

O documento também atesta que o áudio da portaria não sofreu nenhum tipo de edição. Élcio está preso acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes

10:50 | 11/02/2020
Manifestantes homenageiam Maria da Penha e Marielle Franco durante manifestação em Madrid (FOTO: Yuri Alexsander/Especial para O POVO)
Manifestantes homenageiam Maria da Penha e Marielle Franco durante manifestação em Madrid (FOTO: Yuri Alexsander/Especial para O POVO) (Foto: Yuri Alexsander)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) concluiu que a voz do porteiro que liberou a entrada do do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra não é a mesma do funcionário que mencionou o presidente Jair Bolsonaro aos investigadores da Delegacia de Homicídios (DH). As informações são do jornal O Globo, que teve acesso ao documento assinado por seis peritos.

O documento também atesta que o áudio da portaria não sofreu nenhum tipo de edição e que a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no condomínio onde mora o Presidente foi Ronnie Lessa. Tanto Élcio quanto Ronnie estão presos sob a acusação de terem assassinado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Em 2019, um dos porteiros disse em depoimento que Bolsonaro havia liberado a entrada de Élcio no condomínio, mas depois desmentiu o fato. Com a conclusão do laudo, sabe-se que outra pessoa interfonou para Lessa, que autorizou a entrada de Élcio. A gravação foi feita no dia do assassinato da vereadora, quatro horas antes do crime, no dia 14 de março de 2018.

Nos depoimentos prestados pelo porteiro no ano passado, o pivô do caso relatou que “Seu Jair” havia autorizado a entrada de Élcio no dia do assassinato. Ele também contou à Polícia que o ex-PM havia pedido para ir à casa número 58, onde vivia o então deputado federal e atual presidente da República. Bolsonaro, no entanto, se encontrava em Brasília no dia.