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Brasil
SÃO PAULO

Atiradores de tragédia em escola de Suzano seriam vizinhos e frequentariam a mesma lan house

O POVO Online apurou que está tendo bloqueio nos dois quarteirões ao arredor da instituição na tarde desta quarta

17:50 | 13/03/2019
Pais, vizinhos e sobreviventes ocupam a frente da escola estadual na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. (Foto: Reprodução/Facebook)
Pais, vizinhos e sobreviventes ocupam a frente da escola estadual na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Dois atiradores entraram na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano, em São Paulo, e mataram oito pessoas na manhã desta quarta-feira, 13. Após a ação, os atiradores se mataram. Conforme relato de um dos estudantes e sobreviventes da tragédia, que prefere não se identificar, os atiradores, identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, ambos ex-alunos da escola, eram vizinhos e frequentavam a mesma lan house para jogar videogame.

Os atiradores eram conhecidos na lan house e frequentavam três vezes por semana, segundo funcionárias por um ano antes do ataque. Os jogos preferidos era Counter-Strike, Mortal Kombat e Call of Duty. "Eles eram normais. Só meio antisociais. Não falavam com ninguém. Agora vai ser culpa dos videogames. É sempre assim. Aqui todo mundo joga, todo mundo se fala, se ajuda. Faz amizade. Eles nem falavam com ninguém", relata. A última visita ao estabelecimento teria sido no dia 22 de fevereiro.

"Ele xingavam tudo quando erravam um tiro. Era o tipo de pessoa que não aceitava perder", afirma uma das clientes da lanhouse. "Fiquei preocupada que disseram que tinha um terceiro que podia querer vingança".

Além disso, o sobrevivente relata que Guilherme Taucci, que frequentava a instituição até o ano passado, era um “menino não muito sociável, não era bem visto, teve problemas na escola e foi suspenso”. Ele fazia parte de um grupo de meninos da escola que gostava de armas.

“Eles falaram alguma coisa de bomba. E mandaram a gente não sair. Se alguém saísse disseram que iam matar todo mundo. Eu quis olhar. Mas achei melhor ficar com a cabeça abaixada”, relata outro sobrevivente do tiroteio em Suzano, na Grande São Paulo. Há informações preliminares de que eles poderiam ter recebido influências de ideologia de grupo neonazista.

Bloqueio

O POVO Online apurou que está tendo bloqueio nos dois quarteirões ao arredor da instituição na tarde desta quarta.

Com informações da correspondente do O POVO em São Paulo, Isabel Filgueiras

Larissa Carvalho