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Tranquilidade nas ruas e dificuldades com biometria marcam pleito no Interior

| VOTO | Nas principais cidades do Litoral Leste e do Sertão Central não foram registradas cenas de acirramento político
01:30 | Out. 08, 2018
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O clima de acirramento político passou ao largo dos principais municípios do interior cearense. Em Quixeramobim, colégio eleitoral do Sertão Central com 56 mil eleitores, quase não se via nas ruas material de campanha ou manifestações públicas de apoio aos candidatos. Em Aracati, município do Litoral Leste com 50 mil votantes, o domingo também foi ameno. A limpeza das ruas, atípica em períodos eleitorais, compôs o cenário.

 

Este aparente pouco envolvimento com a política não significa apatia dos eleitores. A moradora de Quixeramobim Maria Guedes, 93, por exemplo, faz questão de votar. "O Brasil está um fuxico só, é pobre, rico, é ladrão. Está muito difícil escolher, mas faço questão de votar porque na minha terra sempre votei, amo minha cidade e acredito que isso pode ajudar a mudar".

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No Campus Andrade Furtado em Quixeramobim, que abriga o maior número de votantes (2,6 mil) do município, por volta das 11 horas, das dez seções, apenas duas apresentavam filas. Ainda assim, o ritmo nas cabines não era lento.

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Em Quixadá, onde pela primeira vez as votações foram 100% biométricas, em algumas escolas as filas eram maiores e a espera chegou a duas horas. Foi o caso de Mário Sobrinho, 47, na Escola César Cals. "Eu cheguei às 10h30min, já é meio-dia e não votei. A fila está imensa e tudo isso para quê? Para votar em candidatos que não são ideais".

 

Já em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a situação foi mais complicada: sete urnas eletrônicas com defeito foram substituídas e zonas eleitorais como na EEFM Telina Matos Pires ainda contavam com filas longas próximo ao encerramento do horário de votação. Segundo informações da Justiça Eleitoral, um homem suspeito de fazer boca de urna foi detido e encaminhado à Polícia Federal. A Promotoria também recebeu denúncias de boca de urna na Praia do Barro Preto.

 

Em Horizonte, ainda na RMF, as eleições também foram biométricas. E, embora esta não seja uma novidade, já que o recurso foi usado no pleito de 2016, em muitas escolas foram constatadas longas filas depois das 17 horas. De acordo com o cartório eleitoral, seis urnas tiveram que ser substituídas em Horizonte e quatro, em Itatinga. Foram registradas duas denúncias de crimes eleitorais.

 

Em Beberibe, o cadastro biométrico não foi exigido nestas eleições. "Ainda assim, esperei mais de uma hora na fila para votar", ponderou o comerciante Maurício Peroba.

 

Na Capital, o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou não ter sido relatada qualquer ocorrência relacionada à interferência de facções criminosas no processo eleitoral. "Não recebemos nenhuma denúncia de candidato que não conseguiu exercer o seu direito de fazer campanha em local nenhum", finalizou.

Colaborou Lucas Barbosa

 

 

Dificuldade

A maior dificuldade enfrentada na efetivação do processo de biometria, segundo mesários, foi o voto de idosos e de profissionais com digitais apagadas, como pedreiros. Após quatro tentativas, os eleitores reiniciavam a identificação manualmente.

 

 

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