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A baixa eficiência contra Bolsonaro

00:00 | Set. 23, 2018
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Tipo Notícia
 

Os movimentos organizados contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) são pouco eficientes desde o princípio. A permanência do capitão na liderança em todas as pesquisas ratifica isto. Nem cócegas. Aliás, quem melhor tem atuado no combate ao líder é a campanha do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Utiliza o farto tempo de TV a que tem direito para desconstruir a partir das construções de Bolsonaro.

 

O programa tucano escalou uma apresentadora mulher e cisgênero para exibir um festival de grosserias proferidas contra mulheres. Decerto, uma estratégia bem mais competente do que as manifestações entre iguais a repetir bordões. Estas, a rigor, apenas falam para si, como de costume. Não conseguem ir além dos piercings e conversar com quem não se convenceu de que Bolsonaro é tão ruim assim mesmo como dizem.

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A incompetente satanização de Bolsonaro é promovida pela dita Esquerda. Em sua maioria, apenas militantes de rede social, os algoritmomilitantes. Aquela gente que mede o mundo pela própria timeline, uma linha do tempo com imensa margem de erro. Uma prova desta inépcia para avançar em novos territórios está marcada para sábado.

 

O grande ato público contra o candidato que dispara impropérios contra mulheres na TV e não visitou Maria da Penha em Fortaleza. Local:na "Praia dos Crush", a Praia do Lido para os mais antigos. Na página do Facebook, milhões de adesões. Milhares de pessoas confirmadas. Milhares de iguais a caminhar com cartazes, bandeiras e palavras de ordem. Não, não há notícias de um plano montado para ir além do "nós conosco". Uma ação em direção ao povo, para além do quadrilátero imaginário da Regional 2.

 

Fazendo um básico exercício de empatia, decerto seria importante atentar para o que mais atrai na personagem, a ponto de arregimentar tantos e efusivos eleitores. Seria inteligente avaliar em que medida, aos olhos femininos de quem está de fora e indecisa, ou seja, até toparia aderir, se o que fazem é visto como tudo aquilo que mais condenam: intolerância e preconceito.

 

AH SE...

Seria de imensa importância para a qualidade de vida das pessoas a eficiência das agências reguladoras. No Ceará, em nível estadual, e com tarefas delegadas de uma agência federal, a Aneel, existe a Arce. Nem o candidato à reeleição e nem a oposição tem dado muita bola na campanha. Também pouco se cobra. Passam pelas lentes da Arce, a energia elétrica, o gás, o saneamento e os transportes intermunicipais. A Arce costuma ser bem discreta. Tem caixa gordinho, conselheiros de sobra (indicados pelo governador) e um prédio estalando de novo (lembre-se do caixa).

 

VAI, MALANDRA...

Ficar refém é uma situação não voluntária. Deve ser no máximo inconsciente. Quando um comentarista político comete o erro de fazer previsões em vez de análises, fica refém do que disse. Acontece o mesmo no esporte. Na arte, quando um artista investe em um nicho de mercado cuja bandeira não é artística, mas militante de algum movimento ou partido, dá-se o mesmo. Em algum momento a cobrança virá. Implacável. Na semana que passou, a cantora Anitta, musa da parada LGBT de São Paulo este ano, começou a ser pressionada porque não entrou na campanha #EleNao. Chegou-se ao cúmulo de cobrar uma posição dela porque viram que a moça começou a seguir uma amiga que votaria em Bolsonaro. Ludmilla também foi alvo. Elas têm todo o direito de não assumir posição nenhuma. A questão é mercadológica. Ficaram reféns porque quiseram.

 

JOGO RÁPIDO

De eleitor desalentado: "Camilo é que é feliz, tem dois candidatos a presidente. E eu não tenho nenhum".

 

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