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Ari Neto dá lição para a velha economia

01:30 | Set. 28, 2018
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Tipo Notícia

Ari Neto, aos 39 anos, fez história na economia do Ceará e do Brasil. Ao se tornar a primeira companhia brasileira a lançar ações na Nasdaq, em Nova York, a bolsa norte-americana dos negócios tecnológicos, a Arco fez a opção por pensar grande e se tornar igualmente gigante. Mira no dinheiro, mas não apenas.

 

Ele fala do smart money. O dinheiro inteligente é aquele que traz junto no cofre forte experiência no segmento no qual a startup atua. Levam cifras e também insights importantes sobre o modelo de negócio. Garantem musculatura financeira e ainda histórico de investimentos na área, sem contar onetworking, a boa e velha rede de relacionamentos.

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A entrada da norte-americana General Atlantic no negócio (no Ceará também sócia da rede de farmácias Pague Menos) era a senha deste desfecho celebrado na tarde de quarta-feira. A estreia foi com forte demanda, prevista durante o road show feito nos EUA. Fechou o primeiro dia valendo US$1,2 bilhão. Ao final, captação de US$ 215 milhões. O mercado fica com 23% das ações.

 

Um dado detalhado no prospecto sobre a estrutura acionária: as ações emitidas são classe A, com direito a um voto. E os fundadores têm ações classe B, com direito a 10 votos. Mesmo com a diluição, as ações dos fundadores garantem 93% do direito a voto na companhia.

 

Pouco depois de tocar o sino na Nasdaq, Ari conversou com a Coluna. Capitalizado, fará o natural: vai às compras. "Hoje tem oito milhões de alunos na educação particular brasileira e a gente só tem 400 mil", ensina. O sucesso da Arco é emblemático. O negócio da companhia é conhecimento.

 

Pergunta- O que vem agora?

Ari Neto - Os projetos são continuar crescendo e investindo em tecnologia e novos produtos, bem como na evolução das soluções. Além, obviamente, fazer novas aquisições. Hoje tem oito milhões de alunos na educação particular brasileira e a gente só tem 400 mil. Então tem muito espaço para crescer.

 

P - Por que a decisão de ir logo para a Nasdaq?

Ari - Tem muito a ver com o fato de estarmos juntos das maiores empresas de tecnologia do mundo e expostos aos melhores investidores desta área. Tem muito a ver com o smart money. General Atlantic aportou muito conhecimento. Isto agora nada mais é do que a evolução do processo original com a GA. A gente realmente sente na hora em que conversa com os investidores que as qualidades ajudam muito como companhia.

 

P - Qual o maior aprendizado até agora?

Ari - O grande aprendizado é a visão longo prazo. Os investidores viram que a gente conseguiu crescer muito na maior recessão da história brasileira. Vem muito na perspectiva de a gente continuar crescendo. A despeito do cenário de turbulência no País, a adesão foi maciça. Muitas vezes chamam o investidor de volátil, mas é muito mais.

 

Everardo e Colonial

 

Conversa de balcão

Everardo Telles procurou Cláudio Targino disposto a voltar ao ramo de aguardentes, depois de vender a centenária Ypióca aos ingleses da Diageo e cumprir a quarentena do contrato. Cláudio, cioso da também centenária marca cearense, embora não esteja mais produzindo, ouviu e delegou a negociação a um escritório do ramo. Pediu R$ 20 milhões. Houve avanços e recuos. A conversa está sobre o balcão. Começou no final de maio. Caso brindem, Everardo pode começar rapidamente a produzir. Tem duas fábricas prontinhas. Uma em Ceará-Mirim (RN) e outra em Jaguaruana (CE). Em ambas vinha fazendo etanol. Quando vendeu a Ypióca, seguiu fornecendo a cana para a Diageo, mas a relação andou queimando e hoje a multinacional compra boa parte da matéria-prima na Paraíba. Everardo poderia posicionar uma cachaça do zero, mas sabe o valor de uma marca como a Colonial.

 

JOGO RÁPIDO

Caso seja aprovada a liberação dos cassinos no Brasil, e há pelo menos dois projetos de lei na roleta do Congresso, um dos grupos mais atentos é o Hard Rock. Onde tiverem um hotel farão um cassino. No Ceará, ficaria, portanto, na Praia da Lagoinha.

 

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