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Em convenção, PSB se mantém neutro na disputa presidencial

| IMPASSE | Convenção foi marcada por dificuldades diante da resistência de Márcio Lacerda em lançar candidatura ao Governo de Minas Gerais

01:30 | 06/08/2018

IMPASSE sobre candidatura de Lacerda marcou convenção do PSB DIDA SAMPAIO/ AGÊNCIA ESTADO
IMPASSE sobre candidatura de Lacerda marcou convenção do PSB DIDA SAMPAIO/ AGÊNCIA ESTADO
 

O PSB oficializou ontem a decisão de não se coligar com nenhum outro partido na disputa à Presidência. A convenção, realizada em Brasília, foi marcada pelo impasse em relação à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda ao Governo de Minas.

 

A neutralidade dos pessebistas na disputa presidencial foi decidida em votação simbólica e confirmou o acordo que a sigla fez com o PT na semana passada. A negociação incluiu a desistência dos petistas em disputar o governo de Pernambuco e a retirada de candidatura de Lacerda em Minas, o que favorece o governador Fernando Pimentel (PT), que tenta a reeleição.

 

Durante o encontro, a direção nacional do PSB decidiu anular a convenção do partido em Minas que confirmou, no sábado, 4, a candidatura de Lacerda. Apenas a lista de deputados federais e estaduais aprovadas foi mantida. Mais tarde, contudo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu manter a convenção que oficializou a candidatura de Lacerda.

 

No evento, Lacerda fez um discurso de 43 minutos em que apelou à direção nacional para que continuassem discutindo a questão. Uma decisão foi adiada para hoje.

 

"Não posso me coligar com o PT em Minas Gerais (para disputar o Senado). Eu não teria os votos petistas e ainda perderia os outros", disse Lacerda durante o encontro.

 

Candidato do PSDB ao governo mineiro, o senador Antonio Anastasia convidou Lacerda para disputar o Senado na coligação tucana. A ideia agrada ao ex-prefeito de Belo Horizonte, mas esbarra nos termos do acordo entre PSB e PT que culminou na neutralidade pessebista na disputa presidencial. O PT pressiona o PSB a cumprir o acordo em Minas e ameaça recolocar a vereadora Marília Arraes na disputa em Pernambuco, o que pode atrapalhar os planos de Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição.

 

A convenção foi marcada por tumultos e manifestações de grupos que defendiam o apoio formal ao candidato do PDT, Ciro Gomes.

 

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, inicialmente favorável a apoiar o pedetista, rechaçou o termo neutralidade e disse que a decisão é a de não se coligar com os candidatos que se colocaram na disputa ao Palácio do Planalto. "Isso não significa neutralidade, porque neutralidade não existe nem nas pessoas e nem nos partidos", disse. 

 

(Agência Estado)

 

CONVENÇÃO DO PT EM MINAS 

 

MAJORITÁRIA

 

SENADO

 

A ex-presidente cassada, Dilma Rousseff (PT), foi formalizada como candidata ao Senado em Minas Gerais na manhã de ontem, em convenção do PT para as eleições 2018.

 

O evento foi marcado por críticas ao senadores tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia, este último candidato do PSDB ao Governo de Minas.

 

Em seu discurso, Dilma relembrou do processo de impeachment, sofrido por ela em 2015. "Nós vamos, aqui em Minas, combater esse golpe que tem dos dois principais protagonistas", disse, referindo-se a Aécio e Anastasia.