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Theóphilo diz ser fake informação sobre execuções na ditadura

| SUCESSÃO ESTADUAL | Conforme lideranças do grupo de oposição a Camilo Santana, o general está bem perto de ser oficializado como candidato ao Palácio da Abolição
01:30 | Mai. 12, 2018
Autor O POVO
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Pré-candidato ao Governo do Estado, o general Guilherme Theóphilo (PSDB) tratou como fake a informação de que o ex-presidente Ernesto Geisel autorizou diretamente a execução de opositores da ditadura militar (1964-1985), conforme documentos da CIA. Ele afirmou ao O POVO que o professor Matias Spektor, autor de pesquisa sobre as execuções sumárias, não tem credibilidade. As declarações foram dadas após reunião do grupo de oposição ao governador Camilo Santana (PT).


Theóphilo diz ter entrado em contato com o alto comando do Exército Brasileiro, que, segundo ele, considera a possibilidade de o trabalho do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ter objetivo de prejudicar os militares com pretensões de disputar eleição este ano.


Entre as lideranças de oposição que participaram do encontro de ontem, o nome do general está bem próximo de ser confirmado para a disputa pelo Governo. Estiveram na reunião o senador Tasso Jereissati, além de deputados federais e estaduais.

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Em entrevista ao O POVO, Tasso afirmou que a reunião, que tratou sobre o nome de Theóphilo, contribuiu favoravelmente e que o prazo para a oficialização da candidatura está próximo. “Houve, eu acho, uma perfeita sintonia entre aquilo que o general apresentou como suas ideias e as inspirações que essas oposições representam”, afirmou o senador.


Conforme Tasso, a decisão definitiva deve ser tomada próxima semana e depende apenas de alguns detalhes. Ele citou a ausência na reunião de ontem do conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Filho, e as discussões sobre formação de coligações proporcionais.


Também presente na reunião, o deputado federal Danilo Forte (PSDB) considerou como certa a candidatura de Theóphilo. Para ele, o militar sintetiza, hoje, o sentimento de mudança no Estado. Ele destacou a integridade e o “preparo intelectual e operacional” como credenciais positivas do militar. Ele disse que, a seu ver, de zero a dez, o general é candidato “com 9,9 de certeza”.


Theóphilo afirmou que não terá na segurança pública tema único de campanha. “Até porque não sou da Polícia Militar ou Civil, eu sou oficial do Exército Brasileiro”, argumentou.


Ele acrescentou que um dos pilares, numa possível campanha, seria a geração de empregos. “Tenho condições de vender o Ceará pro mundo, para que o Ceará possa atrair investimentos e gerar empregos”. Outros três pilares, disse, seriam segurança, saúde, e acerto final para término do canal de transposição do rio São Francisco.


Em entrevista publicada pelo O POVO, no último dia 30 de abril, o tucano se classificou como sendo de centro. Ontem, ele se definiu como favorável a uma economia liberal e, na área dos costumes, afirmou-se conservador. Sobre casamento homoafetivo, por exemplo, ele disse que “são costumes que estão entrando na sociedade e cada um decide como vai fazer. Eu sou católico e, para mim, uma família é constituída por um homem e uma mulher”.

 

MILITAR
Depois de 45 anos na carreira militar, o general Guilherme Cals Theophilo, hoje na reserva, filiou-se recentemente ao PSDB para ingressar na política partidária

 

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