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Polícia investiga participação de 2º carro

01:30 | Mar. 17, 2018
Autor Gabrielle Zaranza
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Gabrielle Zaranza Estagiária de Agenda Cultural do Vida&Arte
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Tipo Notícia


Policiais da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro afirmam que ocupantes de um segundo carro possivelmente participaram da operação de assassinato da vereadora. Câmeras, nas imediações do local onde ela participou de evento antes de ser morta, na Lapa, registraram a presença de suspeitos, cerca de duas horas antes da chegada de Marielle. Aparentemente faziam coleta de informações.

 

Até ontem, sabia-se só que ocupantes de um carro prata eram os responsáveis pelos tiros que abateram a vereadora e seu motorista. No segundo veículo, estavam homens que, suspeitam investigadores, eram responsáveis por passar informações prévias ao atirador. O modo como a operação pode ter sido montada, com um grupo de vigilância e outro de execução, indica que o crime foi ação de profissionais.

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As imagens mostram dois homens, em um carro perto da Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos. As câmeras de vigilância podem ter evitado que o crime ocorresse ali. Imagens obtidas pela TV Globo mostram quando o veículo com os suspeitos saiu, logo após a partida do automóvel de Marielle.

 

Uma das informações críticas obtidas pelos criminosos foi a posição em que ela se sentou no veículo, que tinha vidros com película escura, o que dificultaria saber sua posição. Como observaram o embarque, eles viram quando ela se sentou no banco traseiro, à direita, com a assessora ao lado.

 

Na avenida João Paulo I, o primeiro carro emparelhou com o veículo de Marielle. Os tiros ficaram concentrados no local onde ela estava — indício de atirador experiente, que conseguiu controlar os “coices” da arma e manter a mira.

 

Um carro que teria sido usado na ação tinha placa clonada. Ontem, detetives localizaram o dono do automóvel verdadeiro e constataram que não tem ligação com o crime. A polícia ainda tenta encontrar o veículo clonado.

Agência Estado

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