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Maluf se entrega à polícia e pede prisão domiciliar

Após o deputado se entregar à PF, seus advogados protocolaram petição na Vara de Execução Penal de Brasília, em que pediram prisão domiciliar para o deputado ou sua permanência na custódia da PF em São Paulo
01:30 | Dez. 21, 2017
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Tipo Notícia

O ex-prefeito de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), de 86 anos, entregou-se ontem à Polícia Federal. Condenado por lavagem de dinheiro a uma pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, Maluf chegou à Superintendência da PF, na capital paulista, por volta de 9 horas da manhã, acompanhado de seus advogados e com uma mala de roupas nas mãos.


O juiz substituto Bruno Aielo Macacari, de Brasília, já ordenou a transferência do deputado para Brasília. Ele decidiu mandar Maluf para o Centro de Detenção Provisória da Penitenciária da Papuda - a transferência para a capital federal deve ocorrer hoje.


Maluf foi submetido a exames no Instituto Médico-Legal de São Paulo ainda durante a manhã de ontem - ele chegou de bengala. Depois, foi levado de volta à custódia da PF, no terceiro andar do prédio da superintendência, onde também estão presos os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, da JBS, desde setembro.

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Após o deputado se entregar à PF, seus advogados protocolaram petição na Vara de Execução Penal de Brasília, em que pediram prisão domiciliar para o deputado ou sua permanência na custódia da PF em São Paulo. O parlamentar é defendido pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Ricardo Tosto.


Eles consideraram, inicialmente, como “positiva” a decisão de Macacari de transferir Maluf para a Papuda.

“O Bloco V (da Papuda) tem condições razoáveis e é melhor do que o sistema prisional de São Paulo. Ele (Maluf) estará bem alojado até a definição da prisão domiciliar”, disse Kakay. O Bloco V, Ala B, do CDP, é destinado aos “presos idosos”.


Especialistas afirmam que o estado de saúde - Maluf está com câncer - e a idade do deputado são fatores que podem fazer com que a pena passe de regime fechado, como sentenciou o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, para regime domiciliar.


A defesa do deputado entregou à Justiça laudos médicos que comprovam que o deputado está doente. Os documentos, segundo os advogados de Maluf, atestam que ele passou recentemente por uma quimioterapia.


Os atestados do exame devem servir de base para um pedido para que o parlamentar cumpra sua pena em regime domiciliar, em São Paulo.


O advogado Ricardo Tosto disse que o deputado “está arrasado”. Segundo ele, Maluf disse que a ordem de prisão contra ele “é uma grande injustiça”, mas que, “em respeito ao Supremo, decidiu entregar-se à Polícia Federal”.


Prisão


A ordem de prisão de Maluf foi despachada por Fachin na terça-feira, 19. O ministro é o relator da ação penal que resultou na sentença do deputado, que foi condenado em 23 de maio pela Primeira Turma da Corte sob a acusação de lavagem de dinheiro em razão de movimentações bancárias de US$ 15 milhões entre 1998 e 2006 em contas na Ilha de Jersey, paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.

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