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Memórias são para sempre, presentes não!

QUE TAL FAZER UM FIM DE ANO DIFERENTE E RESSIGNIFICAR OS PRESENTES EM FORMA DE EXPERIÊNCIAS EM FAMÍLIA
00:00 | Dez. 02, 2018
Autor O POVO
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Tipo Notícia
Último mês do ano e as propagandas de Natal já estão a todo vapor pela cidade, na televisão, nos outdoors, nos shoppings e suas decorações pra lá de atrativas, enfim, por todos os lados e de todas as formas. Nossos filhos vão sendo seduzidos por tantos estímulos e recebendo um bombardeio publicitário que, na verdade, pode acarretar em consequências graves, como o consumismo e o materialismo.

 

Eles podem passar a acreditar que, ao terem aquele objeto anunciado serão mais felizes, vão se divertir mais ou até mesmo conseguir mais amigos, podendo também trazer problemas para sua autoestima, por exemplo. Acredito que este esquema de presente/consumismo é uma pilha que nós mesmos colocamos em nossos filhos, vocês não acham?

 

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Geralmente ficamos perguntando o que eles querem ganhar no Natal, o que 

eles vão pedir pro Papai Noel, no dia do aniversário, no Dia das Crianças... Que tal seguir algumas estratégias para amenizar tudo isso?

 

Vamos começar com a famosa TV e fugir do shoppings sempre que necessário. Assistir um filme no DVD ou aplicativos que não sejam em programas que passam na televisão com intervalos que trazem um grande volume de propagandas. Ou até mesmo desligar a TV e fazer atividades como ler um livro, jogar um jogo, dentre outros. E na hora do passeio, fazer atividades em locais que não estejam atrelados ao consumo, como uma pracinha ou um parque na cidade.

 

No lugar de brinquedos de presente, que tal uma viagem ou passeio. Sugerir de usar o dinheiro que seria usado para comprar brinquedos para fazer viagens em famílias ou passeios num parque, por exemplo, é uma ótima forma de tirar a atenção do consumismo. Tenho certeza de que, ao final, eles vão falar que amaram e vão querer repetir a dose, trocando facilmente o brinquedo por esse tipo de presente, pois aproveitam muito mais. Até porque memórias duram muito mais tempo do que brinquedos.

 

Dizer "não". Sabemos que essa não é uma tarefa fácil, mas temos de ter em mente que, dizer "não" faz parte do processo de educação. Para fugir dos apelos aos pedidos dos filhos, podemos utilizar os famosos combinados com eles antes de ir a shoppings, mercados e outros locais de consumo. Faça os devidos acordos, como por exemplo, dizendo o que será comprado naquele momento, nada além disso. Ou deixar claro que será permitido comprar apenas um produto no mercado. Isso pode tornar mais fácil a tarefa de se dizer "não" e evitar desgastes e escândalos no local da compra, principalmente no corredor dos brinquedos.

 

O presente pode ser mais diferente, divertido e mais contínuo. Que tal uma assinatura de revistas em quadrinhos ou aqueles clubes de assinatura de leitura, assim, todos podem aproveitar o presente e ficar mais unidos e as crianças estarão ampliando seu mundo na leitura e o prazer por ela.

 

Que tal fazer o próprio presente? Isso mesmo, que tal produzir algum brinquedo com materiais recicláveis, pintar um quadro, uma estátua de gesso. Caso tenha alguma habilidade artesanal, você pode colocar em prática nesse período de presentear, pois além de sair bem mais barato, o valor sentimental de quem o recebe aumenta, por saber que foi produzido pelos próprios pais, irmãos, amigos.

 

Outras estratégias podem ser usadas nesses períodos em que o consumismo 

fica latente. Mostre para seus filhos a magia do Natal além do consumismo, para que elas percebam que as melhores coisas da vida não podem ser compradas. Que nós nunca esqueçamos que o maior presente para nossos filhos é sempre a nossa presença. É disso que elas gostam, é disso que elas precisam e vão guardar para sempre na caixinha de suas memórias felizes!

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