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RMF: sem termômetro do desemprego em 2017

01:30 | Fev. 15, 2017
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Tipo Notícia

Os governos Federal e Estadual realmente parecem ter jogado fora o termômetro no momento da elevação da febre. A última Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) chegou ao seu pior nível, desde 2009, em dezembro do ano passado. O índice encerrou 2016 em 13,1%, representando uma fila de 241 mil desempregados.


Dezembro teve a segunda maior média de elevação da série histórica do indicador, considerado um dos mais antigos do País, perdendo apenas para São Paulo; mas, com os cortes de gastos no orçamento estadual, a PED deixará de ser realizada. Se houver alguma melhora ou agravamento da situação, não haverá parâmetro para analisar a conjuntura.

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A divulgação da pesquisa com os dados de janeiro de 2017 deveria ocorrer no próximo dia 25, mas provavelmente não teremos esse índice.

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PESQUISA 1


NEGOCIAÇÃO: MANUTENÇÃO DOS ÍNDICES

Profissionais do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sociais e Econômicos (Dieese) nacional estão em Fortaleza para tentar negociar com o Estado a continuidade da PED. Até dezembro, o documento era elaborado de forma conjunta pelo IDT, pela Secretaria do Trabalho e pelo órgão.


O Ministério do Trabalho também tem apresentado sinais de que pode continuar com os estudos, mas a definição, até o momento, é de que não há recursos para bancar o levantamento, financiado com verbas dos governos Federal e Estadual e do Fundo de Amparo ao trabalhador (FAT).


PESQUISA 2


OLHO NOS MERCADOS FORMAL E INFORMAL

Há vários indicadores de desemprego no mercado, mas cada um deles tem sua metodologia e mostra coisas diferentes. O Cadastro Geral de Empregados e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, por exemplo, revela o desemprego formal, mas não reflete o mercado informal que representa a outra metade da economia.


Essa é uma das grandes vantagens da PED: a pesquisa apresenta os resultados de quem está pressionando o mercado, mesmo que não tenha um registro formal.


PESQUISA 3


SOBE E DESCE DA ECONOMIA

A crise de 2016 não foi a primeira pela qual o País passou. O Brasil atravessou períodos de hiperinflação e sequências de planos econômicos fracassados, com governos fracos, desorganizados e escândalos de corrupção. Quem não se lembra dos “anões do orçamento”, por exemplo?


Os estados também sofreram com isso, mas mantiveram os indicadores que geram informação de melhora e piora.


PESQUISA 4


TEMPO DE GESTAR O EMPREGO

Pelos resultados da pesquisa de desemprego de dezembro, um trabalhador demorava cerca de oito meses e meio para conseguir um emprego na Região Metropolitana de Fortaleza. Ou seja: quase o tempo de gestação de uma criança.


Em 2017, caso não haja a continuidade dos levantamentos, perderemos os parâmetros de avaliação do efeito das políticas públicas para resolver esse tipo de problema.

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AUTOAVALIAÇÃO


CHECK-UP PROFISSIONAL

Alguns filósofos dizem que os períodos de crise e tédio consistem em fases de ruptura. Pode parecer meio assustador, mas esse tipo de momento também abre espaço para oportunidades de melhora de vida.


A consultora Ana Cristina Barros aconselha um check-up profissional para avaliação de desempenho e satisfação. Ela diz que isso deve ser feito periodicamente, como autoavaliação.


Eis algumas dicas: analise suas atitudes e reações, e também se você está investindo no seu crescimento, garantindo sua empregabilidade.


SAÚDE


HOSPITAL POPULAR

O mercado de hospitais e clínicas populares continua crescendo em Fortaleza. Foi inaugurado no final de janeiro, no Centro, o Hospital Nova Saúde, que pretende fazer vários tipos de atendimentos, inclusive cirúrgicos. Os seus diretores avisam que o projeto deve se expandir para outras regiões.


O investimento é de aproximadamente R$ 2,5 milhões, mas a proposta é oferecer consultas e cirurgias com preços acessíveis.


PREVIDÊNCIA


DILEMAS DA REFORMA

Os industriais querem conhecer melhor os dilemas da reforma da Previdência.

Amanhã, às 18h30, o Centro Industrial do Ceará (CIC) promoverá debate sobre o assunto com o economista e professor Paulo Tafner e com a advogada Regina Jansen, especialista em Direito Previdenciário e presidente da Comissão de Direito Previdenciário e Assistência Social da OAB/CE. Uma boa chance para entender os efeitos das propostas.


Tudo em retrospecto é óbvio. Mas, se tudo fosse óbvio, autores de histórias de insensatez financeira estariam ricos”


Michael Lewis, escritor norte-americano


RÁDIO

O POVO Economia da Rádio OPOVO/CBN (95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Atacado e Varejo”, com o jornalista Eliomar de Lima.

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