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Alison dos Santos é bronze nos 400m livres com barreiras em Tóquio 2020

Brasileiro disputou a final da prova no começo da madrugada desta terça-feira, 3
00:23 | Ago. 03, 2021
Autor - Wanderson Trindade
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- Wanderson Trindade Repórter
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O brasileiro Alison dos Santos, o "Piu", conquistou a medalha de bronze nos 400 metros livres com barreiras nas olimpíadas de Tóquio 2020. O brasileiro ficou simplesmente do norueguês Karsten Warholm, que bateu o recorde mundial, e do americano Rai Benjamin.

Com apenas 21 anos, Alison também bateu o tempo sul-americano na modalidade em olimpíadas.

Confira como ficou o pódio:

1º - Karsten Warholm (NOR): 45.94s segundos

2º - Rai Benjamin (EUA): 46.17s

3º - Alison dos Santos (BRA): 46.72

Em entrevista após o fim da prova, Piu conversou com repórter da TV Globo e comentou sobre sua vitória. "Primeira coisa que passou pela minha cabeça quando passei a linha é que agora eu sou medalhista olímpico. Assim que eu acabei eu vi muitas pessoas importantes para mim ali no telão. Eu não corro só por mim, eu corro pelo meu treinador, pela minha família", afirmou.

Com sorriso no rosto e com maneira leve e descontraída, ele se disse surpreso com o tempo de Warholm, que bateu o recorde mundial da modalidade.

"Eu não sei o que aconteceu. Se aconteceu eu não sei o que foi. Eu passei a linha, olhei, vi que estava em terceiro, olhei novamente e vi 45 segundos (tempo de Warholm)... achei que estava na prova errada. Tem que bater palmas para ele. Ele veio com o peso do favoritismo, foi lá e bateu o recorde mundial", completou.

 

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Olimpíada: Alison dos Santos é bronze nos 400 m com barreiras

Esportes
01:02 | Ago. 03, 2021
Autor Agência Brasil
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Agência Brasil Autor
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O brasileiro Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras da Olimpíada de Tóquio (Japão), na noite desta segunda-feira (2) no Estádio Olímpico.

Da margem às Olimpíadas: conheça cultura do skate no Brasil e no Ceará

Estilo de vida
00:30 | Ago. 03, 2021
Autor Clara Menezes
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"A vida te pede, mas a vida não te dá. Devagar com meu skate um dia eu cheguei lá". O cantor e compositor Chorão (1970 - 2013), da banda Charlie Brown Jr., foi - e ainda é - um dos grandes nomes do rock nacional. Com letras que revelavam suas experiências e seu estilo de vida urbano, tornou-se um dos maiores símbolos brasileiros da cultura do skate. Mas essa atividade extrapola os limites do esporte e ganha significados simbólicos. É, desde o início, uma identidade. Como o vocalista do grupo de Santos entoou várias vezes: "De skate eu vim, de skate eu vou. É desse jeito que eu sou. É o que tenho, é o que quero, é o que sei, é o que faço".

Talvez não seja possível afirmar em que ano específico o movimento surgiu, mas ganhou intensidade entre os surfistas da Califórnia na década de 1950. Eles, que tinham que esperar as boas ondas para surfar, se adaptaram da água para a terra. Mas aquele equipamento virou uma referência mundial: por ser visto em áreas urbanas, foi agregado às culturas consideradas marginalizadas, como o rap, o hip hop e o grafite. Foi associado, portanto, à simbologia da cidade.

Com esse processo, cresceu também a discriminação. No Brasil, mais especificamente em São Paulo no ano de 1988, o então prefeito Jânio Quadros chegou a proibir a prática na capital paulista. O principal motivo era que os praticantes se reuniam no Parque do Ibirapuera, onde a prefeitura funcionava na época. Os jovens fizeram passeata pedindo a liberação, mas a atividade só foi legalizada quando Luiza Erundina assumiu o cargo em 1989.

"O skate, de certa forma, é um ato político. A história do skate no Brasil, principalmente em São Paulo, foi voltada para a discriminação entre vários poderes e outras instituições", pontua Davi Gomes Barroso, coodernador responsável pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza.

Na capital cearense, a ocupação dos espaços públicos aumentou na última década. "A importância desse esporte estar nas Olimpíadas, com atletas que inspiram novas gerações, é que a gente passa a enxergar o skate como uma potência. Em Fortaleza, por exemplo, apesar de já existirem algumas pistas de skate antes, elas tiveram um crescimento exponencial nos últimos 10 anos. Agora tem no Pici, José Walter, Mondubim…", cita Davi.

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Segundo ele, isso movimenta uma grande cadeia produtiva na economia, que envolve a produção de skates e até áreas artísticas. "Aqui, as pessoas se encontram, vão nas pistas, pedem melhorias, manutenções... Quando falamos de skate, falamos de toda uma cadeia produtiva, de um mercado que tem crescido em Fortaleza", comenta.

Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos(Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca)
Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos

Apesar da movimentação de grupos, ainda há muito o que melhorar, principalmente, no âmbito político. "O processo de popularização ocorre de maneira lenta. Os políticos não valorizam esse esporte, que tem um cunho social e cultural muito grande no nosso Brasil. O skate é um esporte periférico, de custo-benefício baixo. Toda criança, quando vislumbra um esporte, seu primeiro contato ou é a bola ou é o skate", opina Renner Souza, professor de skate da Rede Cuca.

O profissional, que agora ganha a vida ensinando seus alunos, teve seu primeiro contato com o esporte e o estilo de vida ainda na adolescência. "Comprei um skate aos 13 anos. No começo, minha mãe não me apoiava porque via o skate como um esporte marginalizado, que ia me apresentar às drogas, que ia me apresentar à rua. Fui criado pela minha mãe, porque meu pai faleceu muito cedo, então ela tinha receio. Mesmo assim, minha avó apoiou, insistiu e deu certo", recorda.

Segundo ele, não havia apoio financeiro na sua época para que pudesse se manter no esporte. Por isso, encontrou outros jeitos de driblar a situação: formou-se em educação física e se especializou. "Não consegui me tornar um profissional, mas não desisti dos sonhos (...). Hoje o sustento da minha família vem do skate", diz.

Para o professor, a prática é mais do que um esporte, um lazer ou um meio de transporte. "O skate tem várias vertentes que envolvem um contexto cultural urbano e social muito grande. Vai do graffiti, do rap, da forma de se vestir, da identidade da pessoa e de sua sociabilidade. Não existe uma frase melhor pra contextualizar o skate a não ser dizer que é um estilo de vida".

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Do Pirambu à Califórnia

Trajetória
00:30 | Ago. 03, 2021
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Lucas Rabelo ainda era uma criança quando subiu pela primeira vez em um skate. Influenciado por amigos, queria ir para competições, viajar e frequentar outros bairros - assim como via as pessoas próximas a ele fazendo. Foi um processo tão natural que a profissionalização aconteceu quase da mesma forma: "Comecei a viajar pra outras cidades. Comecei a competir em campeonatos que não eram no Nordeste. Eu, a partir desse momento, vi que as coisas estavam ficando sérias e que eu poderia, sim, viver de um sonho. Foi incrível".

Nascido e criado no bairro Pirambu, ele se mudou para Porto Alegre para continuar na profissão. Agora, também vive entre o eixo Rio Grande do Sul e Califórnia, com maior foco nos Estados Unidos. Patrocinado por marcas famosas na área, incluindo a Red Bull, o jovem sente orgulho de representar o lugar em que nasceu.

"Com palavras, em qualquer língua que eu tentar, não vou conseguir me expressar 100%, sabe? É algo incrível para mim poder representar o Nordeste, Fortaleza, de onde eu vim. O Nordeste tem muitos skatistas bons, mas infelizmente, não temos tantas oportunidades para seguir nossos sonhos", afirma.

Seu maior objetivo é chamar a maior atenção possível para a região que, mesmo distante fisicamente, ainda chama de lar. "Esse é um dos meus planos: poder ajudar essas pessoas que, às vezes, não têm condição. Eu quero ser essa pessoa para elas". Por onde percorre, carrega consigo o lugar de onde veio: "Eu sempre vou carregar no peito e com muito orgulho que sou do Nordeste, sou de Fortaleza, sou do Pirambu".

Para isso, mira no maior evento multiesportivo do mundo. Quer, em 2024, representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Agora que as Olimpíadas agregaram o skate à sua programação oficial, é uma possíbilidade. "Os planos para o futuro são andar muito de skate, me tornar uma pessoa melhor a cada dia que passa e batalhar para estar nas próximas Olimpíadas, porque eu vi o quão grande é isso. Então, é algo que se tornou um sonho para mim estar lá".

Para ele, a cultura do skate em Fortaleza é fundamentada pela amizade. "Quando eu falo sobre Fortaleza ou se alguém conhece Fortaleza, as pessoas sabem que são todos amigos. Há companheirismo e diversão. A gente está sempre dando risada, é sobre sorrir e se divertir".

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Brasil pode garantir até dez medalhas no dia 11 das Olimpíadas de Tóquio

Dia D
00:30 | Ago. 03, 2021
Autor Gabriel Lopes
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Gabriel Lopes Autor
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Entre a noite de ontem e a manhã de hoje, várias provas decisivas acontecem para o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio. Há a possibilidade da delegação brasileira garantir até dez medalhas no 11° dia dos Jogos Olímpicos, algo que deixaria o Brasil com 20 medalhas ao todo. Com isto, já existe a chance de o recorde de medalhas do País em uma única edição do evento — 19, conquistadas na Rio-2016 — ser ultrapassado.

Além disso, outras provas são importantes para encaminhar outras conquistas, mas ainda não garantem um lugar no pódio. Você, leitor, pode conferir os resultados das principais disputas desta madrugada no portal O POVO Online, pois o contrafluxo de horário entre Brasil e Japão deixa as competições em horários atípicos.

O dia cheio começa com Isaquias Queiroz, dono de três medalhas olímpicas em 2016, que disputa a semifinal da canoagem velocidade em dupla com Jacky Godmanna, na distância de 1000 metros. A possível final seria 23h45min de ontem.

Outra possibilidade de medalha vem no atletismo, com Alison dos Santos, o Piu, que está na disputa da final dos 400 metros com barreiras. Ele conseguiu o segundo melhor tempo das semifinais e disputou a decisão à 0h20min.

Na vela, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, da classe 49er, atuam na corrida da medalha. Elas estão na segunda colocação geral e podem garantir o ouro se vencerem a regata. 

Ainda na vela, há uma possibilidade remota da dupla Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino, da classe Nacra 17, subir ao pódio. Ambas as competições estavam previstas para o início da madrugada, mas dependem de ventos para ocorrerem.

Leia mais | Quadro de medalhas das Olimpíadas atualizado hoje, 3; veja como está

O boxe, por sua vez, pode garantir outras duas medalhas além da já garantida por Abner Teixeira, que ganhará pelo menos o bronze por ser semifinalista (não há disputa de terceiro lugar e são dois bronzes distribuídos). Abner enfrenta o cubano Julio de la Cruz por vaga na final.

Beatriz Ferreira e Wanderson de Oliveira estão nas quartas de final e enfrentam, respectivamente, Raykhona Kodirova, do Uzbequistão, e Andy Cruz, de Cuba. Em caso de triunfos, pelo menos outros dois bronzes virão para o Brasil. Bia é favoritíssima.

No futebol, no fim da madrugada e início da manhã, a seleção masculina terá o México como adversário na semifinal. Caso passe, tenta o bi contra o vencedor de Japão x Espanha.

Enquanto isso, na ginástica artística, Flávia Saraiva disputa a final individual da trave e tem possibilidades de ficar entre as três melhores desta prova.

Por fim, já às 7h20min, no salto com vara, o atual campeão olímpico, Thiago Braz é azarão na imprevisível prova e pode repetir o feito da Rio-2016.

Agenda Olímpica de chances de medalha

Ontem
23h45min - Canoagem Sprint com Isaquias Queiroz e Jacky Godmann (possível final)

Hoje

0h20min - 400m com Barreiras com Alison dos Santos (final)
0h33min - Vela com Martine e Kahena (corrida da medalha)
3h33min - Vela com Samuel e Gabriela (corrida da medalha)
5 horas - Boxe com Beatriz Ferreira x Raykhona Kodirova, do Uzbequistão (quartas)
5 horas - Futebol masculino: Brasil x México (semifinal)
5h50min - Ginástica artística - trave com Flávia Saraiva (final)
6h18min - Boxe com Wanderson de Oliveira x Andy Cruz, de Cuba (quartas)
6h50min - Boxe com Abner Teixeira x Julio de la Cruz, de Cuba (semifinal)
7h20min - Salto com vara com Thiago Braz (final)

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Marroquino conquista primeiro ouro olímpico para o país desde 2004

olímpiadas
00:30 | Ago. 03, 2021
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Em um Estádio Olímpico da capital japonesa com pista molhada, devido às fortes chuvas que chegaram a interromper provas, o morroquino Soufiane El Bakkali fez história para seu país.

Ele venceu a prova dos 3.000 metros com obstáculos nos Jogos de Tóquio nesta segunda-feira, 2, e se tornou o primeiro marroquino campeão olímpico desde Hicham El Guerrouj, também do atletismo, em 2004.

El Bakkali completou a prova com o tempo de 8 minutos, 8 segundos e 90 centésimos. O etíope Lamecha Girma (8:10.38) levou a prata e o queniano Benjamin Kigen (8:11.45) a medalha de bronze.

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