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Maradona morre no dia em que o falecimento de Fidel Castro, seu amigo e ídolo, completou 4 anos

O craque argentino Maradona e o revolucionário cubano Fidel Castro mantiveram uma amizade por décadas e morreram ambos no dia 25 de Novembro, em anos distintos
20:41 | Nov. 25, 2020
Autor Gabriela Almeida
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Gabriela Almeida Repórter O POVO
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Tipo Notícia

A morte de Diego Armando Maradona, ídolo do futebol argentino, carrega não apenas um lamento para o esporte, mas também uma coincidência. O craque faleceu no inicio da tarde desta quarta-feira, 25, dia em que se completa exatos quatro anos da morte de Fidel Castro, político e personalidade cubana que foi um dos grandes amigos do argentino e pelo qual ele mantinha uma enorme admiração.

O revolucionário cubano morreu aos 90 anos, no dia 25 de novembro de 2016. Há quatro anos, Maradona recebia a notícia da morte do amigo e chorava pela partida inesperada de Fidel, que considerava como um "segundo pai" e cuja imagem carregava tatuada na panturrilha esquerda, em forma de homenagem.

O relacionamento de amizade entre o ex-líder da ilha caribenha e o craque teve início há cerca de 20 anos, quando Maradona buscou tratar da dependência química que enfrentava em Cuba. Na ocasião, Fidel ofereceu ajuda para que Maradona conseguisse se livrar do vício de drogas e o gesto acabou por marcar a vida do argentino.

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A aproximação com o revolucionário fez com que Maradona chegasse a ser considerado como "comunista" no país, título que o ex-atleta negava e rebatia afirmando que era "fidelista até a morte", fazendo alusão à admiração que mantinha por Fidel. Os encontros entre as duas personalidades aconteciam com frequência no Palácio da Revolução de Havana, antiga residência presidencial do país.

Embora não aparentasse gostar do título de "comunista", a amizade com Fidel Castro fez com que Diego Maradona se mostrasse cada vez mais favorável a políticos que mantinham pautas consideradas "de esquerda". Não a toa ele se aproximou de Hugo Chavez, ex-presidente da Venezuela e cuja imagem também tem tatuada no corpo. Além disso, ele chegou a ter encontros com o ex-presidente Lula.

A morte de Maradona

O craque argentino morreu por volta de meio-dia desta quarta, vítima de uma parada cardíaca, aos 60 anos de idade, completados em outubro deste ano. No momento do ocorrido, médicos ainda prestaram socorro ao ex-atleta e tentaram reanima-lo, mas não conseguiram êxito.

Maradona morreu na casa onde vivia em Tigres, Argentina, lugar que estava usando para repousar de uma recente cirurgia, feita no inicio deste mês. O procedimento cirúrgico foi para retirar um coágulo que o argentino tinha no cérebro.

A morte de Diego fez com que o governo da Argentina declarasse luto de três dias no país. Nas redes sociais, celebridades e autoridades se manifestaram a respeito e prestaram homenagens ao craque. Uma delas foi Pelé, ídolo do futebol brasileiro, que declarou o desejo de um dia poder "jogar bola no céu' com o amigo.


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