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BBB 22: Douglas Silva reflete sobre trajetória no reality e futuro

Douglas comenta seu posicionamento no jogo, fala sobre alvos de voto e pessoas que guarda com carinho em sua trajetória
17:06 | Abr. 28, 2022
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Risadas e lágrimas rolaram sem restrições pelo rosto de Douglas Silva durante os 100 dias de confinamento no "Big Brother Brasil". Diante das emoções despertadas pelo programa, o ator aprendeu que, sim, podia chorar. Mas não só isso: a animação contagiante de D.G. mostrou ao Brasil um cara sensível, forte, acolhedor e disponível.

Formou com Pedro Scooby e Paulo André uma família no BBB, não para substituir a que deixou aqui fora, mas para viver os altos e baixos do jogo lado a lado. E, apesar da distância, três nomes saíam de sua boca a cada vitória no jogo, momentos em que resgatava dentro de si a importância destas pessoas em sua vida: Carol, Maria Flor e Morena, a esposa e as duas filhas que estavam sempre em seus pensamentos.

Talvez essa tenha sido uma de suas fortalezas para vencer diversas disputas e alcançar o 3º lugar no ‘Big Brother Brasil 22’, depois de obter 1,13% dos votos na decisão final. “Não sou um cara que estudou o BBB. Tentei jogar do jeito que cabia para mim dentro das minhas atitudes e do meu caráter. ”

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Na entrevista a seguir, Douglas comenta seu posicionamento no jogo, fala sobre alvos de voto e pessoas que guarda com carinho em sua trajetória. Revela, ainda, os frutos que pretende colher com sua participação no reality show.

- Qual a emoção de viver uma final do "Big Brother Brasil"?
Douglas Silva: Nossa, eu não esperava chegar até a final do programa. Eu vi que a minha trajetória dentro do jogo fez com que eu ficasse dentro da casa, independente da formação do paredão. E a cada paredão que eu ia, me sentia mais forte, via que tinha um potencial. Não esperava mesmo chegar nessa final, eram tantas histórias emocionantes dentro do programa.

- O Tadeu Schmidt falou no discurso do paredão que definiu a final sobre você quase ter sido eliminado em sua primeira berlinda. No entanto, isso não aconteceu e você conseguiu virar o jogo. A que você credita essa permanência até a final?
Dougla Silva: Eu acho que o meu jeito de levar o jogo, joguei do meu jeito. Não sou um cara que estudou o BBB. Tentei jogar do jeito que cabia para mim dentro das minhas atitudes e do meu caráter. Teve um momento que virei essa chavinha, mas mesmo assim não fui do 8 ao 80. Tentei ponderar o lado jogador e o humano. Tanto que, na primeira semana, eu nem queria o líder, ganhei um prêmio incrível, mas não queria aquela responsabilidade porque não tive a oportunidade de conhecer todo mundo. Então eu me baseei pelo relacionamento.

- Você comentou que entrar no game e aprender a separar a estratégia das relações foi difícil no início da competição. Olhando para trás, acha que seguiu a melhor tática de jogo? O que faltou para sair campeão?
Douglas Silva: Não faltou nada, foi campeão quem deveria ser. Eu sou assim do lado de fora, minha família e amigos me conhecem. Não tinha como ser diferente, criar um personagem para jogar aquele jogo, eu não iria conseguir. Em algum momento isso iria me incomodar e seria um tiro no pé. Fui eu mesmo o tempo todo, me diverti para caramba, joguei quando tinha que jogar. Acho que isso me levou para a final.

 - Você foi a seis paredões, a maioria deles indicado pela casa. O que faltou na convivência para evitar esses votos, na sua opinião?
Douglas Silva: Não faltou nada, fui para o paredão pela estratégia dos outros e não pelo o que eu fiz.

- Um dos motivos dos participantes que te indicavam era que você “escondia seu jogo”. Concorda com essa afirmação?
Douglas Silva: Eu não escondia, não falar a minha estratégia é uma forma de jogar. Só que os outros participantes não viam isso.

- O Vini foi um dos primeiros participantes a virarem alvo de votos seus no programa. Por que fez essa escolha por ele?
Douglas Silva: Lá dentro eu sempre comentei sobre as outras pessoas que deveriam ir ao paredão. Essa começou a ser a minha estratégia de jogo, eu dizia que tínhamos que colocar quem não era indicado e quem estava quieto vendo o circo pegar fogo. Quando o Gustavo chegou com a mesma linha de raciocínio, mostrei que sempre falei isso. Eu já queria movimentar, mas eu não tive oportunidade de contragolpe em nenhum paredão.

- O que te fez mudar de estilo de jogo e começar a combinar votos com seu grupo (PA e Pedro Scooby)?
Douglas Silva: Foi uma estratégia de defesa, porque éramos um grupo pequeno sendo atacado de todos os lados. Então, sem um consenso, não conseguiríamos fazer nada. Quando o Gustavo chegou, nós viramos cinco, naquele momento, mexemos na estratégia.

- O entrosamento entre você, Pedro Scooby e Paulo André foi perceptível e agradou muito fora da casa. O que você acha que gerou essa conexão?
Douglas Silva: As nossas vivências. A gente se identificou um no outro e isso culminou muito para que desse certo. Tanto que a gente conversava muito pouco sobre jogo, muito mais sobre a vida e, quando a gente tinha que jogar, tudo dava certo.

- Como foi ser o primeiro líder do ‘BBB 22’?
Douglas Silva: Foi emocionante. Quando eu ganhei essa liderança e pude ver fotos da minha família, ter uma festa grande como sempre quis, foi realizador.

- Alguns participantes sinalizaram que os Camarotes, e o seu grupo em especial, não tinham o mesmo comprometimento que os Pipocas com o jogo. Por isso, talvez não merecessem o prêmio. Como você vê essa questão?
Douglas Silva: A gente se comprometeu muito, tanto que vencemos a maioria das provas. Sempre dávamos um jeito de nos defender ganhando o líder, anjo ou uma imunidade. Não tem como falar que isso não é comprometimento.

- Você evitou por bastante tempo votar na Jessilane e na Natália. Também deu muito apoio para as duas em momentos difíceis, apesar de elas não serem do seu grupo. Fale um pouco sobre a sua relação com elas e sobre como você avalia o jogo de ambas.
Douglas Silva: Sempre vi Nat, Jessi e Lina como fortes. Eu sabia que já existia um grupo formado no lollipop, no qual elas não faziam parte, e seriam massacradas por ele e eu também.

- Que amizades, além das de P.A. e Scooby, marcaram a sua trajetória e você pretende manter fora da casa?
Douglas Silva: O Gustavo foi uma peça fundamental para mim no jogo, ele me ajudou muito na transição da minha estratégia. O Arthur também, o jeito dele articular o jogo e mostrar para a gente as possibilidades ajudou muito a fortalecer o grupo.

- Quais foram os momentos mais especiais ou marcantes dos seus 100 dias de BBB?
Douglas Silva: A festa do Scooby, os shows que eu assisti – principalmente o show do Seu Jorge com Alexandre Pires – ver o Mumuzinho e o Ferrugem também foi incrível. Todos os shows foram especiais, tiravam a gente daquela pressão de estar dentro de um jogo.

- Você mudaria algo que tenha feito ou deixado de fazer no BBB?
Douglas Silva: Não, eu fui muito coerente como meu jeito de pensar e agir. Não falo que só acertei ou errei, eu sei reconhecer meus erros. Mas eu ainda não tive tempo de ver tudo, vou ver mais coisas e se eu tiver cometido algum erro vou saber pedir desculpas.

- Quem era o Douglas Silva antes do BBB e quem é o “DG” depois do BBB?
Douglas Silva: O Douglas Silva antes do BBB era um cara que achava que poderia fazer tudo sozinho e o BBB demonstrou que eu sozinho não consigo fazer muitas coisas. Uma andorinha não faz verão e eu consegui fazer um verão junto com os meus amigos. Foi muito importante para mim, sem eles ali, eu não conseguiria seguir até a final.

- Como pretende colher os frutos dessa aventura que foi o ‘BBB 22’? Quais são os planos pós-programa?
Douglas Silva: Eu ainda não tenho planos, mas tenho certeza que são muitos frutos. Ainda vou analisar tudo, mas sei que até a Maria Flor já está trabalhando e isso para mim é impagável, porque ela está começando na mesma idade que eu quando estreei.

Comunicação Globo

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