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Covid-19: Fortaleza tem tendência de "elevação rápida" na transmissão, diz SMS

A média móvel atual é 54% maior do que a registrada há duas semanas na Capital. O cenário segue de baixa mortalidade, com o último óbito registrado em 24 de maio

O cenário epidemiológico atual de Fortaleza pode ser considerado como de "circulação viral moderada", com tendência de "elevação rápida" na transmissão de Covid-19, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) publicado nesta terça-feira, 21. A pasta indica que esse comportamento pode indicar introdução e dominância de “novas” subvariantes da Ômicron (BA.4 e BA.5).

No total, a proporção de positividade das amostras RT-PCR, considerado o exame mais confiável para detectar a doença, foi de 22,2% entre os dias 14 e 20 de junho (367 positivas de 1,6 mil exames realizados). O número é mais de quatro vezes maior que o registrado há duas semanas, quando a proporção foi de 4,8%. O balanço leva em conta os exames realizados pelos laboratórios da rede pública da Capital.

A média móvel atual, de 91,7 casos, é 54% maior do que a registrada há duas semanas (59,6). “Após o fim da terceira onda, estávamos em um período estável até maio, quando se caracteriza um aumento linear e progressivo dos casos”, explica a SMS. Em relação às mortes em decorrência da infecção, a Cidade continua enfrentando um cenário de baixa mortalidade, sem confirmação de novas mortes desde 24 de maio de 2022.

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A redução de fatalidades tem se apresentado de forma rápida desde o dia 26 de janeiro, quando ocorreu o pico da média móvel de mortes na terceira onda. Neste ano, já foram registradas 844 mortes em Fortaleza, sendo 758 delas entre os meses de janeiro e fevereiro. Março, abril e maio marcaram 66, 15 e cinco óbitos em decorrência da Covid-19, respectivamente.

O mapa de calor dos casos da doença em 2022 se caracteriza especialmente pela formação de um aglomerado de alta intensidade nos bairros de alto IDH, partindo do Meireles e expandindo-se ao sul para os bairros Aldeota, Dionísio Torres, Joaquim Távora e Fátima, e a leste para os bairros Papicu, Cidade 2.000 e Cocó. A SMS lembra que essas populações têm maior acesso aos testes diagnósticos da infecção.

De acordo com a secretaria, o aumento da testagem e da cobertura vacinal com esquema completo em todas as faixas etárias (incluindo as doses de reforço para grupos determinados) continuam sendo, junto com medidas não farmacológicas, as estratégias cruciais para consolidar o controle da doença. A pasta alerta ainda para a possibilidade de subnotificação, devido à utilização de autotestes combinada à menor testagem de casos leves.

Desde o início da pandemia, a maior parte dos casos (73%) se concentra na faixa etária entre 20 e 59 anos, enquanto 73% das mortes foram confirmadas no grupo de 60 anos ou mais. Já são 365.207 casos e 11.273 mortes confirmadas desde o início da pandemia em Fortaleza, de acordo com dados consolidados às 7h47min desta terça-feira, 21, no IntegraSUS, plataforma da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

>> Leia a íntegra do boletim publicado nesta terça-feira, 21

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