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Covid-19: Queiroga condiciona vacinação de crianças a prescrição médica

Ministério da Saúde confirmou a vacinação contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, estabelecendo como condição uma prescrição média e um termo de responsabilização assinado pelos pais; entenda

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou nessa quinta-feira, 23, a vacinação contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, estabelecendo como condição uma prescrição média e um termo de responsabilização assinado pelos pais. Essas exigências não foram estipuladas em outros grupos sociais que já receberam a imunização contra a doença.

Em entrevista na sede da pasta, em Brasília, o ministro afirmou que a decisão foi inspirada pelo modelo adotado na Alemanha. Segundo ele, crianças com comorbidade do país europeu têm prioridade na vacinação, mas precisam de autorização dos responsáveis. “[Para] as sem comorbidades, há necessidade de prescrição médica”, disse ele.

“O documento que vai ao ar é um documento que recomenda a vacina da Pfizer. Nossa recomendação é que não seja aplicado de forma compulsória. Essa vacina estará vinculada à prescrição médica, e a recomendação obedece às orientações da Anvisa”, complementou. Uma audiência pública sobre o tema será realizada pela pasta no dia 4 de janeiro, com resultado divulgado no dia seguinte, “se todos concordarem com o que estamos colocando em consulta pública”.

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Ao ser inserida no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina contra a Covid-19 estará disponível para crianças “em curto espaço de tempo”, disse Queiroga. A imunização da faixa etária entre 5 e 11 anos já foi permitida pela Anvisa, mas tanto o ministro quanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) têm demonstrado resistência.

Ainda ontem em Brasília, o titular do Ministério da Saúde declarou que, dado o nível das mortes por Covid-19 em crianças, não há a necessidade de “decisões emergenciais”. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, pelo menos 1.148 crianças de 0 a 9 anos foram vitimizadas pela doença no Brasil desde o início da pandemia, correspondendo a 0,18% dos óbitos totais pelo coronavírus e superando o número de mortes infantis causadas por outras doenças com vacinas já disponíveis e comprovadas.

“Os óbitos em crianças [por Covid-19] estão absolutamente dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, favorece o Ministério da Saúde, que tem que tomar suas decisões em evidências científicas de qualidade”, explicou o ministro. Sua declaração foi criticada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que a classificou como criminosa. “Não há patamar aceitável de óbitos para crianças, Marcelo Queiroga. Isso é crime. Vacinas salvam crianças e adultos. Salvam até os loucos negacionistas”, comentou ele no Twitter.

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