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Ceará deve evitar falta de Astrazeneca e imunizar mais de 297 mil pessoas dentro do prazo

Em outros estados como São Paulo, os pontos de vacinação ficaram sem vacina da Astrazeneca especialmente para aplicação da segunda dose
14:01 | Ago. 17, 2021
Autor Júlia Duarte
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Júlia Duarte Estagiária
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Tipo Notícia

O Ceará projeta evitar o desabastecimento de doses da Astrazeneca nos pontos de vacinação, como aconteceu em outros estados, a exemplo de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesa), o Estado vai conseguir enviar o quantitativo suficiente para atender à necessidade de 297.775 segundas doses que ainda precisam ser aplicadas.

O envio deve ser feito até a 38ª distribuição, obedecendo ao intervalo estabelecido de 12 semanas até 27 de agosto. A pasta explica que a contagem é feita considerando as doses de Astrazeneca recebidas até o momento no Ceará. “A distribuição da vacina Astrazeneca encontra-se regular, e a continuidade da Campanha ocorrerá mediante distribuição da vacina ao Estado”, ressalta ainda a secretaria por meio de nota.

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As vacinas contra Covid-19 são adquiridas pelo Ministério da Saúde (MS) e então enviadas aos Estados, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo a Sesa, as doses já vêm com a recomendação de em quem devem ser aplicadas, para a primeira ou segunda dose. Além disso, também são informados quais grupos serão contemplados a cada envio, por meio das 'Pautas de Distribuição'.

“As doses da vacina distribuídas (para) D2 correspondem ao mesmo quantitativo enviado de D1, e a distribuição obedece aos intervalos preconizados entre as doses”, pontua ainda a pasta. Dois novos lotes de vacinas contra a Covid-19 chegaram ao Ceará nessa segunda-feira, 16. Ao todo, foram 232.140 novas doses para o Estado, entre elas 124.500 doses da AstraZeneca. Esse lote, por determinação do Ministério da Saúde, deverá ser usado exclusivamente para aplicação da segunda dose, como afirmou o governador Camilo Santana (PT).

Desabastecimento no Brasil

Diversas cidades do Brasil passaram nos últimos dias por problemas no abastecimento de doses da Astrazeneca, especialmente para aplicação da D2. Na sexta-feira, 13, 88% dos postos de vacinação da cidade de São Paulo não tinham doses da marca. De acordo com um levantamento do G1 com base nos dados disponibilizados no Filômetro, dos 553 postos em funcionamento na cidade, 491 apontavam a falta do imunizante.

No fim de semana, o Ministério da Saúde autorizou a aplicação de uma 2ª dose de Pfizer no lugar da AstraZeneca em caso de falta de doses. Na nota técnica, a pasta explica que a decisão deve ser excepcional, “seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante”. A combinação foi defendida com base em estudos sobre a mistura das vacinas.

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Outros municípios já se adiantam para evitar um possível problema provocado pela falta de doses. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) também autorizou a utilização da vacina da Pfizer contra Covid-19 como segunda dose para a Oxford/AstraZeneca, em caso de o estado não receber quantidade suficiente desse imunizante.

Por meio de uma nota técnica, a pasta ressalta que a intercambiabilidade com essas vacinas só deve ser realizada se os municípios registrarem falta da vacina Oxford/AstraZeneca para completar o esquema vacinal de quem já recebeu esse imunizante na D1.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de três milhões de pessoas podem ficar com a D2 atrasada, conforme o Uol. A projeção analisa que 30,3 milhões de primeiras doses da AstraZeneca foram aplicadas em maio e junho.

Considerando o intervalo de três meses entre as aplicações, seria necessário o mesmo número de doses entre agosto e setembro para completar o esquema vacinal. Entretanto, a previsão é que sejam entregues apenas 24,1 milhões de doses entre agosto e setembro. Contatada pelo UOL, as secretarias de saúde estaduais consideram que há 3,1 milhões de doses armazenadas de AstraZeneca, finalizando uma defasagem de 3,1 milhões.

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