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Brasil registra 3.693 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas

Mesmo com alto número de casos e novas mortes, grandes cidades do País têm flexibilizado medidas restritivas. No Ceará, a decisão pela flexibilização ou não da economia ficará para este sábado, de acordo com anúncio do governador Camilo Santana
20:20 | Abr. 09, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

Total de 3.693 mortes em decorrência da Covid-19 foram registradas no Brasil nas últimas 24 horas, de acordo com balanço diário do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Foram confirmados ainda 93.317 casos no mesmo intervalo de acordo com o órgão — o número é 10% maior em relação ao índice desta quinta-feira, 8, quando o País registrou mais de 4 mil mortes e bateu recorde de óbitos pela segunda vez em três dias.

No total, foram confirmados 13,4 milhões de casos e mais de 348 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. A taxa de letalidade é de 2,6% e 165,9 óbitos ocorreram a cada 100 mil habitantes. Os estados mais atingidos estão nas regiões Sudeste e Sul, com São Paulo com maior número de mortes (81,7 mil), seguido por Minas Gerais (27,2 mil) e pelo Rio Grande do Sul (21,8 mil). O Ceará aparece na oitava posição do ranking, com 15,2 mil mortes — o segundo maior índice do Nordeste, atrás apenas da Bahia.

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Número de casos diminui, mas mortes por Covid-19 aumentam no Ceará

Mesmo com o número alto de mortes e o crescimento a cada semana, grandes cidades do País decidiram flexibilizar as medidas restritivas para combate à pandemia. Em São Paulo, por exemplo, o governo decidiu encerrar a fase mais rígida no próximo domingo, 11. As escolas da rede pública serão reabertas e as aulas presenciais serão permitidas a partir de 14 de abril, mas o retorno será gradual, com limite de ocupação de 35%.

A prefeitura do Rio de Janeiro também resolveu autorizar o funcionamento de bares e restaurantes a partir desta sexta. A taxa de ocupação nos hospitais do estado do Rio de Janeiro ainda é superior a 90% e mais de 600 pessoas aguardavam na fila para internação nesta quinta-feira. De acordo com balanço do Conass desta sexta, o Rio de Janeiro é o estado com maior índice de letalidade da doença do País: 5,8%. Em segundo lugar está o Amazonas, com 3,4% de letalidade.

Neste sábado, o governador Camilo Santana (PT) deve decidir ou não pela flexibilização das atividades econômicas a partir desta segunda-feira, 12. Ele indicou no último domingo que essa seria a data em que o Estado voltaria a permitir o funcionamento de atividades não essenciais. “Avaliamos os indicadores da Covid em todo o estado e as medidas que estão sendo tomadas para o controle da pandemia. Continuaremos avaliando os termos do decreto com muito rigor e responsabilidade para o anúncio ainda neste sábado", postou Camilo em suas redes sociais.

Desde o fim de fevereiro, a média móvel de mortes dos últimos sete dias tem crescido significativamente no País. Em 22 de fevereiro, o número era de 1.053, já nesta sexta-feira o índice está em 2.970. Além do aumento dos indicadores, o surgimento de novas variantes mais letais também tem preocupado os especialistas. Nesta segunda onda, os dados indicam um número maior de internações de pessoas mais jovens.


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