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Coronavírus
NOTÍCIA

Pandemia no Brasil seguirá em níveis críticos durante abril, aponta Fiocruz

O documento indica que o coronavírus e suas variantes continuam circulando de forma intensa no País. Foi observado um acréscimo na taxa de letalidade, que subiu de 3,3 para 4,2%; a mesma porcentagem era de 2% no final do ano passado

20:13 | 06/04/2021
O boletim defende a adoção a continuidade de medidas sanitárias como fundamentais no cenário atual (Foto: FABIO LIMA)
O boletim defende a adoção a continuidade de medidas sanitárias como fundamentais no cenário atual (Foto: FABIO LIMA)

O mês de abril de 2021 pode continuar o registro de níveis alarmantes da pandemia de Covid-19 no Brasil, resultando no adiantamento da crise e no colapso dos serviços e sistemas de saúde brasileiros. É o que aponta um “boletim extraordinário” divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta terça-feira, 6. O documento indica que o coronavírus e suas variantes continuam circulando de forma intensa em todo o País.

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Foi observado também um acréscimo na taxa de letalidade, que subiu de 3,3 para 4,2%; a mesma porcentagem era de 2% no final do ano passado. Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento argumentam que este aumento na taxa pode ser consequência da dificuldade em diagnosticar casos graves, aliada à sobrecarga das unidades hospitalares do Brasil.

O boletim defende a adoção a continuidade de medidas sanitárias como fundamentais no cenário atual. A partir da Carta dos Secretários Estaduais de Saúde à Nação Brasileira, publicada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) em 1º de março último, os pesquisadores analisam que o maior rigor nas medidas de restrição das atividades não-essenciais deve ser aplicada em regiões do País com taxa de ocupação de leitos superior a 85% e com tendência de elevação nos números de casos e óbitos.

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O estudo destaca que as medidas de bloqueio precisam ter pelo menos duas semanas de duração, ou até mais tempo. Isso deve estar alinhado à união entre os poderes do Estado e os governos municipais, estaduais e federal. “Coerência e convergência são fundamentais para que as medidas de bloqueio sejam efetivamente adotadas de forma a sair do estado de colapso de saúde e progredir para uma etapa de medidas de mitigação da pandemia”, escrevem os pesquisadores.