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Coronavírus
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Covid-19: Mortalidade cresce e secretaria aponta para "longa segunda onda"

Cenário em Fortaleza sugere 2ª onda longa e forte transmissão. A média móvel de óbitos dos últimos sete dias (19) é 36% maior do que a calculada duas semanas atrás

18:49 | 05/03/2021
Caucaia, Ceará, Brasil 02.03.21 - Fachada do Hospital Leonardo da Vinci (Fco Fontenele/OPOVO) (Foto: FCO FONTENELE)
Caucaia, Ceará, Brasil 02.03.21 - Fachada do Hospital Leonardo da Vinci (Fco Fontenele/OPOVO) (Foto: FCO FONTENELE)

Em Fortaleza, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias (19) é 36% maior do que a calculada há duas semanas. O cenário do município, que começou o segundo lockdown nesta sexta-feira, 5, já é considerado de moderada a alta mortalidade. Análise da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) aponta que o cenário sugere uma "longa segunda onda epidêmica em progressão que mudou sua dinâmica de dispersão, ganhou força de transmissão, tendendo a um padrão de propagação exponencial".

Os dados são de boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 5, pela pasta. Com base na média diária de óbitos em fevereiro, pelo menos 15 pessoas morrem de Covid-19 a cada 24 horas na Capital. No dia 25 de fevereiro foram registradas 34 mortes pela infecção. O maior número desde junho de 2020. 

A proporção de positividade das amostras (RT-PCR) de moradores de Fortaleza analisadas pelos laboratórios que apoiam a rede pública, Lacen-CE e Fiocruz, foi de 33% entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março de 2021. A taxa de resultados positivos continua a sugerir circulação viral alta.

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Conforme o balanço semanal, a média diária de casos em fevereiro é a maior desde o início da pandemia. Considerando a segunda onda, o maior valor de média móvel foi de 759,4 casos no dia 23 de fevereiro. 

Após o início da segunda onda, em outubro, observa-se desaceleração entre novembro e dezembro. Contudo, a desaceleração é seguida por novo crescimento, no qual a média de casos subiu 46% entre dezembro e janeiro e 35% entre janeiro e fevereiro. A SMS pontua que a expansão da testagem contribui para uma média diária superior à observada nos primeiros meses da pandemia em abril e maio de 2020.