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Ceará e outros quatro estados registram aumento de mortes por Covid-19 em janeiro, diz Fiocruz

O órgão ressalta que o monitoramento de novas variantes do novo coronavírus é fundamental para o controle da pandemia. No Ceará, ainda não há casos confirmados e 61 pacientes suspeitos são acompanhados
14:02 | Fev. 06, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

Nova edição do boletim sobre a Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta a permanência de padrões elevados de transmissão da Covid-19 no Brasil. Entre os dias 17 e 30 de janeiro, o Brasil registrou uma média diária de 51 mil casos e de 1.050 mortes por dia. O Ceará — com incremento de 8% — e outros quatro estados registraram aumento significativo de óbitos. Nenhuma federação registrou tendência de queda.

Em relação aos leitos de UTI, a situação também preocupa a Fiocruz. No dia 1º de fevereiro, Rio de Janeiro e Porto velho registraram 100% de ocupação. Em sete estados, o índice registrou disponibilidade de leitos inferior a 20%, considerado como nível de alerta crítico pelos especialistas.

A Fiocruz alerta ainda para a circulação de novas variantes, que podem piorar ainda mais o estado da pandemia. “É fundamental aumentar nossas capacidades de vigilância em saúde, incluindo a vigilância genômica e sorológica, inclusive para determinar a eficácia das vacinas existentes para a Covid-19 nestas novas linhagens”, diz o documento.

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No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) segue monitorando possíveis casos da nova variante, mas nenhum foi confirmado. Em coletiva de imprensa, na última quarta-feira, Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, disse que a pasta aguarda receber o resultado de amostras enviadas à Fiocruz de suspeitas da nova variante até o fim desta semana. Na quinta-feira, a secretaria monitorava 61 pacientes com suspeita da nova variante.

Vacinação

Com o início da imunização do coronavírus, iniciada na segunda quinzena de janeiro, a Fiocruz alerta sobre a necessidade de monitorar eventos adversos que podem acontecer após a vacinação. Os estudos realizados previamente incluíram número pequeno de pessoas idosas e ainda requerem mais dados para que se conheça o perfil mais completo desses eventos nesse grupo”, observam os pesquisadores.

O órgão lembra, no entanto, que o balanço entre risco e benefício das vacinas autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) é favorável à vacinação dos idosos. Os eventos são analisados por uma equipe internacional de especialista para identificar situações que possam gerar riscos a algum grupo populacional específico.

”Até o momento, os eventos conhecidos, relatados nos estudos realizados no Brasil e em outros países, são todos de pequena gravidade: poucos casos de dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre baixa, calafrio, dor articular e muscular e cansaço. E todos com melhora de 24 a 48 horas”, enfatizam os cientistas.

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