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Coronavírus
Noticia

Laboratório identifica dois casos em São Paulo da nova variante do coronavírus

Os pesquisadores afirmam que o Instituto Adolfo Lutz e a Anvisa já foram informados da descoberta no Brasil

14:37 | 31/12/2020
Nova variante do coronavírus aponta transmissão de maneira mais rápida em até 70% (Foto: CDC/Unsplash)
Nova variante do coronavírus aponta transmissão de maneira mais rápida em até 70% (Foto: CDC/Unsplash)

O laboratório de diagnóstico Dasa confirmou nesta quinta-feira, 31, que foram identificados dois casos em São Paulo da nova variante do novo coronavírus. Essa é a mesa linhagem da B.1.1.7, a mesma detectada no Reino Unido e em outros 17 países do mundo, e considerada mais contagiosa.

Os pesquisadores afirmam que o Instituto Adolfo Lutz e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já foram informados da identificação no Brasil dessa variação genética do Sars-CoV-2. As informações são do portal UOL.

Segundo o laboratório, a confirmação nos dois pacientes foi feita por meio de sequenciamento genético feito em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP).

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"O sequenciamento confirmou que a nova cepa do vírus chegou ao Brasil, como estamos observando em outros países. Dado seu alto poder de transmissão esse resultado reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de 10 dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa", informou Ester Sabino, pesquisadora do IMT-FMUSP.

De acordo com a Dasa, foram analisadas 400 amostras de saliva, coletadas por testes de RT-PCR. Esse tipo de teste detecta o código genético (RNA, nesse caso) do vírus nas amostras.

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O laboratório informou ainda que o estudo para descoberta desta cepa foi iniciado em dezembro, quando o Reino Unido publicou as primeiras informações científicas sobre a variante, que se caracteriza por apresentar grande número de mutações, oito delas ocorrendo na proteína da espícula viral (spike).

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"A spike é a proteína que o vírus usa para se ligar à célula humana e, portanto, alterações nela podem tornar o vírus mais infeccioso. Os cientistas ingleses acreditam que seja esta a base de sua maior transmissibilidade", explica o virologista da Dasa, José Eduardo Levi.

A nova mutação foi detectada pela primeira vez no sudeste da Inglaterra em setembro e está rapidamente se tornando a cepa dominante em Londres e outras regiões do país.

Especialistas disseram, no entanto, que não parece mais mortal ou mais resistente às vacinas. Contudo, ela é 56% mais contagiosa.