Infectologista esclarece sobre desenvolvimento de vacinas contra Covid-19: "É importante confiança na Ciência"

"Essas vacinas não são cultivadas a partir de outros vírus, como por exemplo o HIV, nem mesmo alteram material genético da pessoa", garante Melissa Medeiros, do Hospital São José (HSJ)

Não é verdade que as vacinas contra a Covid-19 alteram o material genético das pessoas ou que sejam cultivadas com outros vírus, como o HIV. A infectologista Melissa Medeiros, do Hospital São José (HSJ), alerta sobre a importância de confiar na Ciência e esclarece o processo de desenvolvimento dos imunizantes.

"Essas vacinas não são cultivadas a partir de outros vírus, como por exemplo o HIV, nem mesmo alteram material genético da pessoa que poderia levar ao desenvolvimento de câncer”, explica a especialista, que também atua no Núcleo de Oncologia e Hematologia do Ceará.

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Nesta terça-feira, 15, o Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou que um pastor cearense seja responsabilizado civil e criminalmente por divulgar notícias falsas sobre a vacina Coronavac, imunizante contra a Covid-19 feito em parceria entre a chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. Em vídeo, o pastor Davi Góes afirma que a vacina pode causar câncer, alterar o DNA e “tem HIV dentro.”

A infectologista Melissa Medeiros informa que as vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19 utilizam um pedaço de cópia do vírus Sars-Cov-2 para tentar estimular o nosso sistema imunológico na produção de anticorpos, que são nossas defesas contra o vírus.

“É importante que a gente tenha responsabilidade e confiança na Ciência porque só assim nós vamos conseguir debelar essa infecção no mundo inteiro", diz a infectologista.

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Vacina é feita com vírus inativado

 

A Coronavac, em particular, é produzida com fragmentos "desativados" do coronavírus para inoculação em humanos. É o mesmo princípio usado em outras vacinas globalmente bem-sucedidas, como as do sarampo e poliomielite.

— Instituto Butantan (@butantanoficial) December 15, 2020

Além disso, o Instituto Butantan produz 100% das vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS) contra a gripe. Melissa ainda reforça que a única forma de debelar uma infecção em larga escala é através da vacinação e que todas as vacinas estão sendo desenvolvidas baseadas na Ciência mais avançada disponível hoje.

“Que a gente consiga alcançar realmente uma repercussão mundial e proteger o mundo inteiro de uma infecção que já tem levado muitas pessoas a óbito, tanto jovens quanto adultos. É importante que a gente não misture informações que podem ser inverdades”, finaliza.

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